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LIXO ELETRÔNICO

ABREE instala mais de três mil pontos de coleta

ABREE instala mais de três mil pontos de coleta

Na prática, 1.216 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal passam a contar com espaços próximos as moradias.

Segundo pesquisa da GfK, 83% dos brasileiros acreditam que as marcas devem adotar ações ambientalmente responsáveis. Em nível mundial, este índice é de 71%. A Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (ABREE) acaba de ultrapassar a marca de 3.100 pontos de recebimentos homologados para viabilizar a logística reversa e a destinação ambientalmente correta de produtos eletrônicos, dos quais mais de dois mil pontos implementados somente em 2021.

Na prática, 1.216 municípios dos 26 estados e do Distrito Federal passam a contar com espaços próximos as moradias para facilitar o descarte dos produtos que já não têm mais utilidade. “Nosso desafio é grande e a expansão continua, já que quanto maior a quantidade de pontos de recebimento, maior o incentivo ao descarte e o cuidado com o meio ambiente”, explica Sergio de Carvalho Mauricio, presidente da ABREE.

Considerando apenas as capitais, as centrais de logística reversa já cobrem todas as regiões do país: Sul (Florianópolis e Curitiba), Sudeste (Rio de Janeiro e Vitória), Centro-Oeste (Campo Grande e DF), Norte (Manaus) e Nordeste (Maceió). A ABREE também aprimorou o sistema de busca de pontos de recebimento em seu site: É só digitar o CEP e o produto a ser descartado para obter os endereços mais próximos. A logística reversa gera diversos benefícios, como a destinação final ambientalmente correta de resíduos, impede o descarte inadequado em aterros sanitários, evitando a poluição do solo e das águas, além de gerar emprego e renda para a população dos municípios. As próximas inaugurações de Centrais de Logística Reversa de Eletroeletrônicos acontecerão em Porto Alegre (RS), Goiânia (GO) e Porto Velho (RO) até dezembro.

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ARTIGO
A Economia Circular em nosso cotidiano e sua importância no futuro

Artigo por Sergio de Carvalho Mauricio Por Sergio de Carvalho Mauricio * As transformações do ser humano acontecem em níveis sociais, econômicos e culturais e elas chegam em momentos decisivos para que o homem alcance um novo patamar de sua história. Atualmente, os grandes debates e rodas de negócios, sejam nacionais ou internacionais, estão pautados sobre a sustentabilidade e as mudanças climáticas. Economia Circular é o nome do conceito que nós, especialistas, entusiastas e ativistas, trabalhamos para que as ações em sustentabilidade, conscientização e preservação ambiental entrem em equilíbrio com as questões econômicas e ganhem atenção especial no mundo corporativo. O conceito tem evoluído ao longo dos anos e o avanço da tecnologia tem contribuído para que soluções inovadoras sejam incorporadas à rotina dos cidadãos e das empresas. Hoje encontramos empresas, associações e profissionais capacitados oferecendo produtos e serviços em todos os elos da cadeia da Economia Circular. Os famosos 3R’s (Reduzir o consumo, Reutilizar e Reciclar) são fundamentais, mas não são suficientes. É preciso reinserir os materiais reciclados na cadeia produtiva, permitindo a redução do consumo de recursos naturais. Aí começa a prática da Economia Circular. Otimização de processos, novas tecnologias e principalmente a crescente conscientização do consumidor serão vitais para que o conceito saia do papel e contribua para o desenvolvimento de uma sociedade melhor. Um estudo da agência de pesquisa Union + Webster, divulgado em 2019 pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP) aponta que 87% dos brasileiros compram os produtos e serviços de empresas que tenham como legado ser sustentável e que 70% dos entrevistados ainda falaram que “pagar um pouco mais por isso” não há problema nenhum. Portanto, o ambiente está propicio para as transformações. Antes a Economia Circular só era discutida como mais um conceito a ser introduzido no mundo. Hoje, quem não correr atrás de organizar ações, atender metas e comunicar seus resultados, pode perder espaço mercadológico e financeiro. A Economia Circular envolve várias ações, sendo a logística reversa uma das fundamentais nessa cadeia. Há algum tempo temos trabalhado para intensificar a logística reversa de equipamentos eletroeletrônicos e eletrodomésticos em fase final de vida útil, desenvolvendo a rede de recebimento desses produtos e levando conscientização aos cidadãos. Fazer a gestão, criar ações, produzir conteúdo de educação ambiental, fazer parcerias e ampliar redes de pontos de recebimento não é fácil, mas estamos conseguindo um passo de cada vez. Toda a cadeia tem trabalhado para fazer a sua parte, além também de incentivar o consumidor a realizar a sua contribuição, que é tão importante, levando o produto até o ponto de recebimento mais próximo. Há muitas formas de estimular o descarte de produtos em final de vida útil. Cito o exemplo de uma parceira que traz em seu modelo de negócio uma gamificação simples para reforçar a importância do consumidor levar o produto até o ponto de coleta cadastrado. A pessoa junta produtos pós-consumo, faz um cadastro no aplicativo da marca, leva até a estação de reciclagem da empresa e ganha pontos pelo tipo de produto entregue. Depois ela pode trocar por benefícios, produtos ou descontos. Isso gera curiosidade, interatividade e diversão. Assim começa a logística reversa e o meio ambiente agradece! Estamos sempre acompanhando os dados mercadológicos para reafirmar o nosso compromisso com o setor e com o meio ambiente. A própria CNI – Confederação Nacional da Indústria – relatou em sua pesquisa de 2019 que 76,5% das indústrias possuem alguma ação sobre economia circular, como práticas de otimização de processo (56,5%), uso de insumos circulares (37,1%) e recuperação de recursos (24,1%). O empresariado busca a eficiência para que haja ganho em escala e para que todo mundo ganhe. Uma outra pesquisa, também da CNI, mostra que o brasileiro separa produtos para reciclagem, e que cresceu de 47% em 2013 para 55% em 2019. Trabalhar com sustentabilidade também gera oportunidades de negócios, renda, novos postos de trabalho e mão de obra qualificada. O Brasil precisa disso. O país deu um passo importante, com a aprovação, em fevereiro de 2020, do Decreto Federal 10.240, que oficializa a política de Logística Reversa de eletroeletrônicos e eletrodomésticos e define metas para os próximos cinco anos. A implantação desse processo está em ritmo acelerado e estamos convictos da contribuição para a sustentabilidade do país. O momento é de manter o foco e promover a consciência coletiva. Todos nós podemos e devemos colaborar, deixando um legado para as futuras gerações! * Sergio de Carvalho Mauricio é Presidente da ABREE – Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodoméstico.

20 de setembro, 2021
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LOGÍSTICA REVERSA
MMA firma acordo para eletroeletrônicos

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e a Green Eletron, gestora de logística reversa de eletroeletrônicos, assinaram com o Ministério do Meio Ambiente o Acordo Setorial para Logística Reversa de Produtos Eletroeletrônicos e seus Componentes. A medida atende a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/10). O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles; o secretário de Qualidade Ambiental do MMA, André França; o presidente da Abinee e da Green Eletron, Humberto Barbato, e os gerentes da Green Eletron, Ademir Brescansin, e de Sustentabilidade da Abinee, Henrique Mendes assinaram o documento. O acordo determina as metas a serem alcançadas para um sistema de logística reversa de eletroeletrônicos eficiente. “Depois de nove anos de negociações e debates, finalmente assinamos este acordo que se insere no âmbito da PNRS e na agenda de qualidade ambiental urbana do Ministério”, afirmou o ministro Ricardo Salles. O ministro agradeceu ainda a participação das entidades signatárias Abinee; Green Eletron, Associação Brasileira dos Distribuidores de Tecnologia da Informação (Abradisti) e Associação das Empresas e Startups Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro) pelo trabalho realizado e por sua relevante contribuição para a assinatura do documento. O acordo tem como objetivo regulamentar a implantação e operacionalização de um sistema de logística reversa para produtos eletroeletrônicos. Ele deve alcançar 400 municípios brasileiros nos próximos anos e cinco mil pontos de coleta, além de atingir 60% da população brasileira. “Este é um marco importantíssimo para este setor e para o Brasil, e a partir de agora os resultados começam a ser apresentados e colhidos por toda a sociedade”, completou o ministro. A Abinee afirma que o acordo atende às exigências legais, bem como traz segurança jurídica às empresas, demonstrando o comprometimento do setor privado com os cidadãos, a fim de propiciar uma forma eficiente de descartar seus produtos usados (lixo eletrônico) de maneira ambientalmente adequada. “Desse modo, contribui-se também para a economia circular, uma vez que os materiais dos produtos descartados retornam como matéria-prima para o setor produtivo”, avalia Humberto Barbato. Em São Paulo, a Green Eletron assinou acordo em 2017 e atualmente conta com 60 marcas associadas, já disponibiliza 74 coletores instalados em 31 cidades por meio de parcerias com grandes redes do comércio, instituições de ensino, praças públicas, além de realizar campanhas de coleta de eletroeletrônicos com alguns municípios.

4 de novembro, 2019
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LOGÍSTICA REVERSA
São Paulo assina termo de compromisso para eletroeletrônicos

A Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SMA) e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) assinaram com a GREEN Eletron, gestora criada pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o termo de compromisso para a Logística Reversa de produtos eletroeletrônicos de uso doméstico. O acordo tem o apoio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), por meio de seu Conselho de Sustentabilidade. A acordo terá vigência de quatro anos e será operacionalizado pela GREEN Eletron por meio da instalação de pontos de recebimento de produtos eletroeletrônicos. Os consumidores poderão descartar de maneira ambientalmente adequada produtos como, aparelhos de telefone, celulares, videogames, acessórios eletrônicos, câmeras de foto e vídeo, impressoras, desktops, laptops, tablets, notepads, e-readers e similares. "A Federação, que dialoga com todos os setores, tem funcionado como catalisadora do processo, auxiliando os tratamentos entre empresas, secretarias e população em geral. O papel que tentamos exercer com os órgãos reguladores tem sido importante para criar e desenvolver as medidas voltadas à melhoria do meio ambiente”, afirmou o presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, Prof. José Goldemberg. O presidente da GREEN Eletron e da Abinee, Humberto Barbato, reforça o compromisso do setor industrial no cumprimento das obrigações trazidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). "A Lei de Resíduos Sólidos, depois de mais de 20 anos de discussão no Congresso, torna-se uma realidade com a implantação da Logística Reversa de eletroeletrônicos no Estado de São Paulo, que, dentro em breve, será expandida para todo o País", diz. O Sistema de Logística Reversa proposto pelo termo de compromisso será implantado em duas etapas. Nos primeiros seis meses de vigência, o projeto-piloto Descarte GREEN realizará campanhas para coleta de eletroeletrônicos em diversos municípios do Estado de São Paulo, contando com 20 pontos de recebimento fixos, nos quais a população poderá descartar seus eletroeletrônicos. O material será encaminhado para seleção, desmonte e reciclagem para que volte novamente para a fabricação de novos aparelhos. A GREEN Eletron deverá elaborar um relatório de avaliação dos resultados do projeto-piloto, contendo principais entraves, oportunidades de melhoria, resultados alcançados e proposta detalhada para a segunda etapa. Com base no diagnóstico inicial, será feito o cronograma de expansão, seguindo critérios para a definição de outros pontos de recebimento no comércio e/ou locais alternativos, visando ao estabelecimento gradual de um Sistema de Logística Reversa permanente para os produtos eletroeletrônicos de uso doméstico em todo o Estado de São Paulo. A segunda etapa irá considerar o grau de participação e as obrigações legais dos integrantes e responsáveis pelo ciclo de vida do produto, em especial fabricantes, importadores, comerciantes e distribuidores. A FecomercioSP possui uma plataforma de Logística Reversa que auxilia consumidores, empresas e sindicatos na adoção da Logística Reversa, e quaisquer dúvidas podem ser enviadas para o e-mail [email protected] , que serão respondidas pela equipe da Federação.

21 de outubro, 2017
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LIXO ELETRÔNICO
Estudantes recolhem mais de 800 kg

A Gincana das Engenharias da Universidade Positivo promovida em julho, recolheu mais de 800 kg de resíduos de lixo eletrônico em Curitiba (PR). A iniciativa quer fomentar entre os estudantes a importância da coleta e do descarte adequado desses resíduos. “São incipientes as campanhas governamentais de sensibilização e o currículo escolar não abrange de forma expressiva o assunto. A conscientização só será possível e alcançará objetivos quando discutirmos este tema nas escolas. Esse é o desafio central”, observa o professor de Engenharia da Universidade Positivo (UP), Giancarlo de França Aguiar. A gincana propôs aos estudantes um período de coleta em Curitiba de “e-waste” e a entrega na universidade. Professores farão o devido descarte e logística reversa dos resíduos, em parceria com organizações ambientais. Segundo estudo da Associação de Empresas da Indústria Móvel (GSMA), o Brasil gera atualmente 1,4 milhão de toneladas de “e-waste”. O levantamento estima ainda que, em 2018, o País deverá gerar 5 milhões de toneladas de lixo a partir do descarte de computadores e acessórios, telefones celulares e baterias, televisores, câmeras fotográficas, impressoras e outros equipamentos eletrônicos. A PNRS promulgada em 2010 prevê que as empresas, indústrias e fábricas sejam responsáveis pela coleta dos resíduos sólidos para reaproveitarem em seus ciclos produtivos ou darem o correto destino ambiental. “A prática constante da logística reversa é uma das alternativas mais dinâmicas para o gerenciamento de resíduos (sejam eles eletrônicos ou não), desde que fomente a tríade da sustentabilidade (economia, sociedade e meio ambiente)”, destaca o professor. Ele também acredita na discussão coordenada envolvendo fabricantes, importadores, distribuidores e coletores de resíduos e empresas de reciclagem. “Para fazer o descarte correto, o primeiro passo é fazer a coleta seletiva em casa e procurar locais que recebam lixo eletrônico”, explica.

24 de julho, 2017