Publicidade
PLÁSTICO

Plastic Bank retoma projeto para aumentar material reciclado

Plastic Bank retoma projeto para aumentar material reciclado

O ponto recolheu, nos primeiros vinte dias da nova operação, mais de 30 toneladas de plástico, o equivalente a cerca de 1,5 milhão de garrafas PET

A fintech social canadense Plastic Bank anunciou a retomada do ecossistema de coleta do Litoral Norte de São Paulo. Com base no município de Bertioga, no ponto de coleta administrado pela cooperativa Transfor.Mar, o ponto recolheu, nos primeiros vinte dias da nova operação, mais de 30 toneladas de plástico, o equivalente a cerca de 1,5 milhão de garrafas PET. A expectativa é que aproximadamente 60 toneladas de material sejam triadas mensalmente.

O objetivo do ponto de coleta é aumentar o volume de plástico reciclado, além de oferecer uma bonificação por quilo de material vendido aos coletores. Todo o material coletado é processado e transformado em ‘Plástico Social’, para reutilização em produtos e embalagens. As transações são registradas em uma plataforma segura baseada em blockchain, garantindo rastreabilidade e relatórios auditáveis. “A parceria com a Tansfor.Mar no Litoral Norte de São Paulo é um passo significativo na nossa missão de transformar a reciclagem numa ferramenta de redução de pobreza. Estamos não apenas ampliando o impacto ambiental positivo, mas também oferecendo uma importante fonte adicional de renda para comunidades locais, pelas bonificações”, disse Ricardo Araújo, diretor de parcerias estratégicas da Plastic Bank.

A cooperativa Transfor.Mar é liderada por três mulheres: a presidente Rhariane Ornela, a diretora-secretária Gabriela Maiolo e a diretora-tesoureira Valdcelia Santana. Para Rhariane, a integração com o ecossistema da Plastic Bank é uma oportunidade de fortalecer a sustentabilidade financeira da cooperativa, ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento socioeconômico da comunidade local. “A parceria com a Plastic Bank representa um marco para nossa cooperativa. Com a bonificação por quilo de plástico coletado, não apenas conseguimos melhorar a renda dos nossos membros, mas também contribuímos significativamente para a preservação ambiental. Essa iniciativa nos permite expandir nossa atuação e solidificar nosso compromisso com a sustentabilidade”.

Artigos Relacionados

Saneamento Ambiental Logo
PLÁSTICO
Resíduos são transformados em embalagens

O Grupo Boticário desenvolveu o projeto Seaside, uma frente da área de P&D da companhia, para utilizar os resíduos plásticos descartados incorretamente em praias como alternativa para a produção de embalagens plásticas ecologicamente responsáveis. A primeira fase do projeto tem a parceria da Globalpet, que compra o plástico de cooperativas de catadores do litoral de São Paulo. Ao todo foram recolhidas 265 toneladas de plástico que serão processadas, transformadas em resina e darão origem a protetores solares e outros itens do portfólio do Grupo Boticário. Com foco em sustentabilidade, economia circular, redução do impacto ambiental e social, o projeto Seaside, via Globalpet, também vai beneficiar 316 famílias de trabalhadores de cooperativas de sete cidades litorâneas paulistas (Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente). Das 265 toneladas de plástico recolhidas no litoral de São Paulo, cada quilo de resina obtida do lixo coletado em material PET PCR, o tipo de plástico mais comum, pode render 35 frascos novos de 237ml do protetor solar Australian Gold. Já a embalagem de 125ml pode ter 55 novos frascos fabricados a partir de um quilo da resina. "Este projeto se conecta com tudo que acreditamos no Grupo Boticário. Há mais de 30 anos temos a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, que recebe 1% da receita líquida anual da empresa e já conserva milhões de hectares de floresta original na Mata Atlântica e no Cerrado. O trabalho com reciclagem é fundamental também para a preservação ambiental e com este aliamos a necessidade de limpeza das praias à ajuda a famílias e cooperativas que vivem dessa coleta. Todos saem ganhando", conta Daniele Medeiros, pesquisadora do Grupo Boticário responsável pelo projeto.

19 de fevereiro, 2021
Saneamento Ambiental Logo
RESÍDUOS PLÁSTICOS
Green Mining atrai empresas

Segundo dados do Banco Mundial, o Brasil é o 4° maior produtor de resíduos plásticos no mundo, com 11,3 milhões de tonelada, das quais apenas 145 mil toneladas foram efetivamente recicladas. Para mudar este cenário e trabalhar com foco em uma destinação correta para os resíduos plásticos, a startup Green Mining, em parceria com a Ambev, Unilever, Natura, Braskem, Akzo Nobel, Wise, Deink Brasil e Eco Panplas, iniciou uma jornada para aumentar a recuperação do material. Com soluções customizadas para cada parceira, priorizando a recuperação de embalagens pós-consumo de forma eficiente e trazendo-as de volta para o ciclo de produção, a ação da Green Mining, juntamente com as empresas, realiza a coleta dos resíduos, por meio de um sistema de rastreabilidade com tecnologia blockchain, e garante que todo o material coletado seja enviado para reciclagem. "O plástico não precisa ser nocivo ao meio ambiente. A ausência de uma resposta sistemática eficaz quanto ao descarte é o que tem deturpado a utilização do material. Queremos ajudar na mudança dessa cultura de descarte inadequado do plástico. Para se ter uma ideia da gravidade do assunto, aproximadamente 10 milhões de toneladas de plásticos chegam nos oceanos a cada ano. Reconhecemos essa urgência e com essas grandes parcerias inovamos e promovemos um modelo de economia circular, mantendo o nosso propósito ambiental, social e econômico", diz Rodrigo Oliveira, presidente da Green Mining, startup especializada em logística reversa inteligente que, desde 2018, já coletou e enviou para a reciclagem mais de 1,3 milhão de quilos de vidro. A Green Mining customiza seu processo de coleta de embalagens a depender da demanda e projeto de cada companhia. Inicialmente, a startup começou suas ações em condomínios, bares, lojas e restaurantes, além de criar um sistema que possibilita obter informações de cada etapa do processo, como data e local da coleta, quilos e destinação dos recicláveis. Com o sistema criado é possível fazer o rastreamento total, em tempo real, de origem, trajeto e destino com a segurança que a tecnologia blockchain fornece. Com uma grande quantidade de recicláveis, a Green Mining ajuda também à mão-de-obra empregada, capacitando e contratando mais de 28 funcionários, sendo grande parte pessoas que já trabalhavam com reciclagem de maneira informal. Atualmente, há operação de coleta de plástico nos seguintes bairros da capital paulista: Bela Vista, Brooklin, Centro, Itaim Bibi, Jardins, Moema, Mooca, Perdizes, Pinheiros, Vila Madalena, Vila Mariana e Vila Olímpia. Para saber sobre a viabilidade de coletas gratuitas em condomínios, bares, lojas, restaurantes ou outros estabelecimentos, é necessário entrar em contato pelo email [email protected] .

1 de dezembro, 2020