EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Projeto Iguapé atende quase 10 mil alunos de escolas públicas

Projeto Iguapé atende quase 10 mil alunos de escolas públicas

O projeto leva às escolas um trabalho de conscientização sobre o ciclo da água e a importância do saneamento básico, por meio de aulas-show interativas, oficinas práticas, experiências em realidade virtual e materiais pedagógicos complementares.

A Iguá Saneamento desenvolve há apenas quatro meses o projeto ‘Iguapé – A Arte e a Ciência de Sanear’ e já promoveu ações educativas em 27 escolas de Cuiabá, Rio de Janeiro, Paty do Alferes, Miguel Pereira e São Paulo, beneficiando 9.969 alunos da rede pública. A iniciativa tem a parceria do Instituto Caravana, é itinerante, e conta com o voluntariado de 115 colaboradores da companhia, que se somam ao time de cientistas, educadores e artistas para transformar o conhecimento sobre saneamento em uma experiência imersiva e acessível. “O Iguapé nasceu para criar conexões entre ciência, arte e cidadania. Fechamos o primeiro semestre com resultados concretos e histórias que mostram o quanto essa experiência tem sido significativa para as crianças, para os educadores e para os voluntários envolvidos. É um projeto que transforma e engaja, dentro e fora da sala de aula”, afirma Natalia Menezes, gerente de Responsabilidade Social da Iguá Saneamento.

O projeto leva às escolas um trabalho de conscientização sobre o ciclo da água e a importância do saneamento básico, por meio de aulas-show interativas, oficinas práticas, experiências em realidade virtual e materiais pedagógicos complementares. Em todas as etapas, o Iguapé reforça o papel da educação como ferramenta de transformação social e ambiental. “Hoje estou na direção da escola, mas falo como professora de Biologia. Sabe quando um projeto vai além das suas expectativas? Foi exatamente o que aconteceu”, relata Rosi Lisboa, professora de Biologia e diretora da Escola Estadual Edmundo Peralta Bernardes, em Paty do Alferes. Segundo a professora, o laboratório, com o ciclo da estação de tratamento de água e de esgoto, foi muito interessante. “A pegada hídrica, em que todos puderam verificar o quanto estão gastando de água; o ateliê, de onde saíram desenhos incríveis; e o caminho da água feito de canoa com a Dra. Iara (que ocorreu por meio dos óculos de realidade virtual) foi sensacional”. “Os alunos tiveram a oportunidade de vivenciar, na prática, conteúdos que geralmente ficam apenas na teoria”, completa.

Com base na metodologia STEAM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), o Iguapé visa formar uma geração mais consciente e ativa em relação aos desafios do saneamento e da preservação da água. Seguindo a Lei 10.098/2000, todas as apresentações são 100% acessíveis a alunos com deficiência, contemplando recursos de acessibilidade comunicacional, arquitetônica e atitudinal. A partir de agosto, o Iguapé irá atender as cidades de Itabaiana e outros municípios onde a Iguá possui concessão, em Sergipe, Paranaguá, no Paraná e Arapiraca, em Alagoas; além de retornar ao Rio de Janeiro, Paty do Alferes, Miguel Pereira e Cuiabá. A expectativa é atingir a meta de 25 mil alunos beneficiados até dezembro de 2025, consolidando o projeto como uma das maiores iniciativas de educação ambiental itinerante do setor de saneamento no Brasil. “Cada cidade visitada representa uma oportunidade de dialogar com os futuros cidadãos que vão contribuir para a preservação da água. É um movimento coletivo que une tecnologia, voluntariado e educação para gerar impacto real e duradouro nos territórios onde atuamos”, reforça José Carlos Almeida de Sousa, diretor de Gestão Operacional da Iguá.

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