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SAÚDE PÚBLICA

São Paulo sugere uso de máscaras, por má qualidade do ar

São Paulo sugere uso de máscaras, por má qualidade do ar

A principal recomendação é para que as pessoas evitem atividades físicas ao ar livre e aumentem a ingestão de água e líquidos

O Governo de São Paulo divulgou novas orientações sobre os cuidados com a saúde em razão do tempo seco, ocorrência de incêndios e piora na qualidade do ar em todo o estado. A principal recomendação é para que as pessoas evitem atividades físicas ao ar livre e aumentem a ingestão de água e líquidos para manter a hidratação do organismo e das vias aéreas; Para quem estiver dentro de casa, a orientação é que mantenham portas e janelas fechadas, para reduzir a entrada de partículas de fora para dentro das residências e em regiões de queimadas, como proteção adicional, a sugestão é de, quando sair de casa, utilizar máscaras do tipo N95, PFF2 ou P100, que podem reduzir a inalação de partículas se usadas corretamente. Crianças menores de cinco anos, idosos e gestantes devem ter atenção redobrada às recomendações acima, assim como pessoas com comorbidades, as quais devem buscar atendimento médico imediatamente na ocorrência de sintomas respiratórios.

Entre as medidas anunciadas, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) suspendeu temporariamente as autorizações de queima no estado para a despalha de cana, queima fitossanitária ou para manejo. As duas únicas exceções são para a implantação de aceiros que evitem a propagação do fogo; e para casos de finalidade fitossanitária solicitados diretamente pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

Segundo o Mapa de Risco de Incêndio do Estado de São Paulo, há nível de emergência para queimadas em quase todo o território paulista até o próximo sábado, 14 de setembro. O gabinete de crise montado pela gestão estadual no Centro de Gerenciamento de Emergências na Defesa Civil (CGE) segue mobilizado no monitoramento e coordenação das ações de prevenção e combate aos incêndios. Com isto, as secretarias de Estado da Saúde (SES), Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a Cetesb e a Defesa Civil apontaram que a piora na qualidade do ar ocasionada pelas queimadas é agravada pela atuação de uma massa de ar quente, seco e estável, aliada à ausência de chuvas, o que dificulta a dispersão dos poluentes. As pastas seguem monitorando e atuando no combate aos focos de incêndio, medindo a qualidade do ar e avaliando os eventuais riscos à saúde. Todas as recomendações serão compartilhadas com os municípios paulistas.

A Cetesb possui uma rede de monitoramento de qualidade do ar composta por 85 estações, das quais 63 automáticas e 22 manuais, distribuídas no território paulista. O monitoramento segue os métodos de medição adotados internacionalmente. Nos últimos dias, a companhia observou, de forma abrangente, um número elevado de estações com qualidade do ar classificada como “Muito Ruim” e “Ruim” em decorrência de altas concentrações de partículas inaláveis finas (poeira, fuligem e fumaça que ficam suspensas na atmosfera em função do seu pequeno tamanho). Tal situação é influenciada pelos diversos focos de incêndios no estado, agravada pelas condições meteorológicas desfavoráveis à dispersão dos poluentes com atmosfera estável, pouca ventilação e ausência de chuvas.


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27 de julho, 2019
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Segundo relatório recente sobre a qualidade do ar divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), os níveis de diversos poluentes atmosféricos na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) caíram em 2016 na comparação com o ano anterior. A concentração média anual de partículas inaláveis foi de 29 microgramas/m³ na região, ou seja, 2 microgramas/m³ inferior à da média observada em 2015 e uma das mais baixas já registradas pela companhia nos últimos anos. A melhoria da qualidade do ar se deve às condições meteorológicas que influenciaram o regime de chuvas e um inverno mais favorável à dispersão de poluentes. O estudo ainda aponta a queda da atividade econômica como outro possível fator que colaborou para a melhora na qualidade do ar na região metropolitana de São Paulo em 2016. Os níveis de monóxido de carbono e dióxido de enxofre também caíram em 2016 e estão entre os mais baixos nos últimos 10 anos, mesmo com a expansão da frota automotiva na região metropolitana. De acordo com o documento, a redução destes poluentes reflete o sucesso dos programas Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) e o Promot (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares). “As ações desenvolvidas pela Cetesb e pela Secretaria de Meio Ambiente, como a fiscalização e controle das emissões industriais e fiscalização de veículos a diesel, entre outras, também auxiliaram na queda dos indicadores de poluentes na região”, revelou o relatório. Na Baixada Santista, os índices de concentrações médias de partículas inaláveis também foram menores do que as observadas em 2015. Já no interior ocorreu um período mais prolongado de estiagem, que contribuiu para a elevação das concentrações de material particulado em algumas localidades. Apesar da quantidade maior de chuvas, elas não foram suficientes para barrar as altas concentrações de ozônio na RMSP. De acordo com o estudo, a alta foi verificada principalmente nos meses de abril, novembro e dezembro. “Assim, na RMSP, que apresenta alto potencial de formação de ozônio, devido principalmente às emissões veiculares, foram registradas ultrapassagens do padrão estadual de oito horas (140 µg/m3) em 32 dias (contra 36 dias em 2015), sendo que não há uma tendência de comportamento definida para este poluente”, apontou o relatório de 2016. Na Baixada Santista e interior do Estado, também houve diminuição do número de dias de ultrapassagem do padrão estadual de ozônio, na maioria das estações. Com o intuito de aprimorar o diagnóstico ambiental, a Cetesb iniciou a operação de duas estações automáticas de monitoramento da qualidade do ar em 2016. Elas foram instaladas no Pico do Jaraguá, em São Paulo, e em Limeira, na região de Campinas. Também começaram a operar duas estações manuais instaladas em Franca e no Guarujá. Agora a Cetesb tem 60 estações automáticas e 31 pontos de monitoramento manual para fazer um diagnóstico preciso da qualidade do ar em todo o Estado de São Paulo.

22 de maio, 2017
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Segundo o novo Relatório Anual de Qualidade do Ar, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), os níveis de poluentes atmosféricos de monóxido de carbono (CO) e dióxido de enxofre (SO2) estão entre os mais baixos da década, mesmo com o aumento da frota de automóveis. Em 2015, a Cetesb constatou também que as concentrações médias de partículas inaláveis (MP10) foram as mais baixas na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e na maior parte das estações da Cetesb. O relatório mostra que 2015 foi um ano com precipitação maior do que as médias climatológicas, o que contribuiu para que o inverno de 2015 fosse mais favorável à dispersão de poluentes dos últimos dez anos, tendo influência nas concentrações de poluentes avaliados como o MP10, SO2 e CO. Também no ano passado, registrou-se concentração média anual de partículas inaláveis (MP10), na RMSP, de 31 microgramas/m³, sendo inferior à observada no ano anterior (36 microgramas/m³). Com relação a este poluente, as concentrações médias tendem à estabilidade nessa região, indicando que, mesmo com as emissões dos veículos novos cada vez mais baixas, essas são suficientes apenas para compensar o aumento da frota e o comprometimento das condições de tráfego. As concentrações médias de MP10, na maioria das estações de monitoramento no estado, foram igualmente menores na comparação com 2014. Mesmo assim, em algumas estações da RMSP, do Interior e da Baixada Santista, as concentrações ultrapassaram os padrões de material particulado (MP). A condição de maior pluviosidade durante o ano também não foi suficiente para evitar a ocorrência de episódios de altas concentrações de ozônio (O3), em alguns locais do estado, principalmente nos meses de janeiro, setembro e outubro. Na RMSP foram registradas ultrapassagens do padrão estadual de oito horas (140 µg/m3) em 36 dias na emissão de O3, contra 43 dias em 2014 e 13 dias em 2013. Na Baixada Santista e Interior do estado, houve ocorrências de ultrapassagem do padrão estadual de O3 na maioria das estações, exceto em Araçatuba, Araraquara e Presidente Prudente e nas estações de Marília, São José dos Campos-Jd. Satélite e Taubaté, que não monitoraram esse poluente durante todo o ano. De maneira geral, os níveis foram menores do que as médias de 2014. Entretanto, o estado de São Paulo ainda apresenta áreas, nas quais se inclui a RMSP, em que níveis de poluição para alguns poluentes não atendem aos padrões ambientais desejáveis para proteção da saúde humana e do meio ambiente. Com o objetivo de aprimorar o controle da poluição atmosférica, a Cetesb desenvolve os programas “Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV)”, “Plano de Redução de Emissão de Fontes Estacionárias (PREFE)”, fiscaliza e controla emissões industriais e o programa de fiscalização de fumaça dos veículos a diesel. A Cetesb também iniciou este ano a operação de seis novas estações automáticas de monitoramento da qualidade do ar (Campinas-Taquaral, Campinas-Vila União, Guarulhos-Pimentas, São José dos Campos-Jardim Satélite, São José dos Campos-Vista Verde e Taubaté), que em conjunto com as existentes compõem a Rede Automática, totalizando 58 estações. Já a Rede Manual contou com 29 pontos de monitoramento.

16 de maio, 2016