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LIXO

Startup contribui para limpar oceanos

A startup brasileira Positiv.a é uma das empresas que faz parte do Sistema B desde 2017, com linhas de produtos feitos a base de ingredientes 100% vegetais. “As pessoas entenderam que suas compras são um manifesto e querem investir em propósito, não querem mais empresas que agridem o meio ambiente. Ninguém mais quer comprar de quem polui oceanos, por exemplo", destaca Marcella Zambardino, co-CEO da Positiv.a. Segundo a ONG Pew Charitable Trusts e a SYSTEMIQ, a quantidade de lixo plástico despejada nos oceanos anualmente quase triplicará até 2040, chegando a 29 milhões de toneladas métricas. A Positiv.a se considera uma marca amiga dos oceanos, pois, em 2019, realizou oito mutirões no litoral brasileiro e na cidade de São Paulo com o objetivo de conscientizar sobre o destino do que consumimos ao recolher lixos jogados no meio ambiente. Em 2020 atingiram a meta de todos os plásticos utilizados nos frascos dos produtos serem de materiais reutilizados, ressignificando esse resíduo que é abundante e prejudicial ao ecossistema. "A pandemia, como em muitos setores, afetou fortemente as cooperativas de reciclagem e a realização de novos mutirões. Mas, assim que possível, iremos retomar essa limpeza efetiva do litoral brasileiro", afirma Marcella. A empresa prioriza ingredientes naturais que menos agridem o meio ambiente e o trabalho com fornecedores que seguem a mesma linha de pensamento. Um desses fornecedores é Nara Guichon. Em 1998, Nara percebeu o grande número de redes de pesca industrial que eram jogadas na natureza, poluindo todo um ecossistema em larga escala no Brasil. As redes de poliamida são tão resistentes que levam centenas de anos para se decompor. A partir daí, ela decidiu desenvolver um projeto de reaproveitamento do material composto por poliamida, que até então não era reciclado no Brasil. A partir das redes, hoje, são feitos esfregões de limpeza e saquinhos ideais para substituir sacolinhas plásticas. No total, a Positiv.a já vendeu 476,3 kg de produtos feitos a partir da rede de pesca reutilizada e Nara e sua equipe reusam em média duas toneladas de rede de pesca ao ano. "Temos uma dívida com o meio ambiente e precisamos urgentemente conscientizar as pessoas e também as marcas para, de alguma forma, recuperar esse estrago que já foi feito. Nós, da Positiv.a, temos o compromisso e propósito de sempre oferecer as alternativas mais ecossociais possíveis para o mercado. E assim somos uma empresa melhor para o mundo", finaliza.

A startup brasileira Positiv.a é uma das empresas que faz parte do Sistema B desde 2017, com linhas de produtos feitos a base de ingredientes 100% vegetais. “As pessoas entenderam que suas compras são um manifesto e querem investir em propósito, não querem mais empresas que agridem o meio ambiente. Ninguém mais quer comprar de quem polui oceanos, por exemplo", destaca Marcella Zambardino, co-CEO da Positiv.a. Segundo a ONG Pew Charitable Trusts e a SYSTEMIQ, a quantidade de lixo plástico despejada nos oceanos anualmente quase triplicará até 2040, chegando a 29 milhões de toneladas métricas. 

A Positiv.a se considera uma marca amiga dos oceanos, pois, em 2019, realizou oito mutirões no litoral brasileiro e na cidade de São Paulo com o objetivo de conscientizar sobre o destino do que consumimos ao recolher lixos jogados no meio ambiente. Em 2020 atingiram a meta de todos os plásticos utilizados nos frascos dos produtos serem de materiais reutilizados, ressignificando esse resíduo que é abundante e prejudicial ao ecossistema. "A pandemia, como em muitos setores, afetou fortemente as cooperativas de reciclagem e a realização de novos mutirões. Mas, assim que possível, iremos retomar essa limpeza efetiva do litoral brasileiro", afirma Marcella. 

A empresa prioriza ingredientes naturais que menos agridem o meio ambiente e o trabalho com fornecedores que seguem a mesma linha de pensamento. Um desses fornecedores é Nara Guichon. Em 1998, Nara percebeu o grande número de redes de pesca industrial que eram jogadas na natureza, poluindo todo um ecossistema em larga escala no Brasil. As redes de poliamida são tão resistentes que levam centenas de anos para se decompor. A partir daí, ela decidiu desenvolver um projeto de reaproveitamento do material composto por poliamida, que até então não era reciclado no Brasil. A partir das redes, hoje, são feitos esfregões de limpeza e saquinhos ideais para substituir sacolinhas plásticas. 

No total, a Positiv.a já vendeu 476,3 kg de produtos feitos a partir da rede de pesca reutilizada e Nara e sua equipe reusam em média duas toneladas de rede de pesca ao ano. "Temos uma dívida com o meio ambiente e precisamos urgentemente conscientizar as pessoas e também as marcas para, de alguma forma, recuperar esse estrago que já foi feito. Nós, da Positiv.a, temos o compromisso e propósito de sempre oferecer as alternativas mais ecossociais possíveis para o mercado. E assim somos uma empresa melhor para o mundo", finaliza.

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ARTIGO
Como tornar o plástico mais circular?

Artigo por Amanda Baldochi Por Amanda Baldochi * Uma publicação da Ellen MacArthur de 2016 denominada "A Nova Economia do Plástico - Repensando o Futuro do Plástico" previu que, se nada fosse feito para impedir a entrada de plástico nos oceanos, até 2050 haveria mais plástico do que peixe em nossos mares. Com o maior consumo desse material desencadeado pela pandemia COVID-19 associado à sua disposição inadequada, novos estudos vêm confirmando esse dado alarmante. Com o apoio de diversas organizações, entre elas a Universidade de Oxford e a Fundação Ellen MacArthur, o estudo denominado "Breaking the plastic Wave" (quebrando a onda do plástico, tradução livre), aponta que, se continuarmos na trajetória atual, em 2040 o fluxo de plástico que chega aos oceanos irá triplicar, chegando a 29 milhões de toneladas por ano. Chama atenção a informação de que todos os compromissos já acordados entre governos e empresas deverão causar uma redução de apenas 7%, muito aquém do necessário. Mais do que confirmar o tamanho do problema, uma das principais conclusões do estudo é que é possível reverter cerca de 80% desse volume se diversas soluções forem implementadas em conjunto e se agirmos para colocá-las em prática o quanto antes. Algumas medidas já são bastante conhecidas e debatidas, como a eliminação de todos os plásticos desnecessários. O vídeo em que pesquisadores retiram um canudo de plástico do nariz de uma tartaruga é de fazer qualquer um chorar e nunca mais usar um canudinho, mas isso está muito longe de resolver o problema. Faz-se necessário eliminar todo tipo de plástico que não for imprescindível. Os demais precisam ser projetados para serem reutilizáveis, recicláveis ou compostáveis. Há aqui um desafio grande no qual a indústria precisa atuar com muita inovação, seja para substituir uma série de materiais que não se enquadram nessas categorias, seja para desenvolver novos modelos de negócio e novas tecnologias de reciclagem, como a reciclagem química - processo pelo qual o plástico volta a apresentar sua composição primária. Não é possível, entretanto, eliminar ou substituir todo o plástico. Assim, garantir que esse material tenha uma destinação adequada e que sempre que possível seja reincorporado aos processos produtivos, permite que esse material tão versátil continue sendo usado sem impactar o meio ambiente. Para que isso aconteça, é preciso que haja infraestrutura para coleta seletiva, unidades de triagem e fábricas de reciclagem em todos os países, ou seja, que haja infraestrutura suficiente para garantir a coleta e circularidade desse material. Sobre esse ponto, o estudo Breaking the plastic Wave indica a necessidade de se expandir as taxas de coleta de material reciclável nos países em desenvolvimento em 90% nas áreas urbanas e em 50% nas áreas rurais, com apoio e investimento na cadeia informal da reciclagem, além de dobrar a capacidade de reciclagem mecânica no mundo, escalando-a até atingir a marca de 86 milhões de toneladas por ano até 2040. A perspectiva sobre o estudo "Breaking the plastic Wave" - A solução da Economia Circular para a poluição por plásticos publicada pela Ellen MacArthur indica que para isso acontecer, faz-se necessário "financiamento anual contínuo de cerca de US﹩30 bilhões, no melhor cenário". Neste sentido, nasceu o reciChain, uma rede de empresas que, organizadas em consórcios de cadeias de valor inteiras, busca escalar soluções de economia circular por meio de uma plataforma colaborativa, baseada na tecnologia blockchain. Por meio dessa tecnologia, a plataforma permitirá rastrear o volume de investimentos feitos pelas empresas de bens de consumo para atendimento às metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos e a utilização desse recurso em iniciativas que garantam o aumento da capacidade instalada de reciclagem de resíduos. Um dos objetivos principais da iniciativa é, portanto, garantir adicionalidade, ou seja, que se gere um aumento nas taxas de reciclagem, quando se comparado a um cenário inicial (baseline). Além disso, por se tratar de uma tecnologia descentralizada e imutável, o blockchain garante o aumento e a credibilidade de programas de logística reversa, assegurando a transparência entre todos os elos que fazem parte da cadeia de reciclagem, ao mesmo tempo em que ajuda a gerar empregos mais justos para quem atua no setor de reciclagem. A geração de empregos justos será garantida pelos programas estruturantes, entidades que criam unidades de triagem com base no investimento feito, e que também assessoram e auditam as unidades de triagem e conseguem verificar se essas instalações estão cumprindo com as obrigatoriedades e requisitos legais, além das boas práticas e critérios mínimos estabelecidos pela iniciativa. Outro diferencial do reciChain é que ele tornará possível o investimento de outros elos da cadeia, como fornecedores, que poderão investir em créditos de logística reversa e repassar esses créditos a seus clientes, promovendo a cooperação entre os diferentes elos da cadeia para firmar compromissos efetivos em economia circular. Ao todo, oito empresas já estão participando da fase piloto do projeto: BASF, Natura, Henkel, Braskem, Bomix, Triciclos, Wise e Recicleiros, com apoio da Fundação Espaço ECO. além da questão da poluição plástica nos oceanos, que por si só já traz uma obrigação de todos os setores envolvidos na resolução desse problema, a circularidade do plástico pode trazer ganhos financeiros substanciais às empresas e aos governos. A indústria pode se beneficiar de várias maneiras, seja por garantir seu compliance legal, já que a legislação ambiental em diversos países do mundo vem se tornando cada vez mais restritiva, seja pela maior eficiência operacional, redução do consumo de matéria-prima fóssil, além de diversos outros benefícios intangíveis, como aumento da reputação da marca e fidelização de consumidores mais sensíveis à pauta ambiental e social. Os governos também podem ter retornos econômicos significativos, já que coleta seletiva e destinação adequada dos resíduos sólidos urbanos consomem parcela expressiva da verba das prefeituras, principalmente dos municípios menores. Ainda de acordo com o estudo, se começarmos e avançarmos no desenvolvimento dessa agenda positiva de forma sistêmica, além de controlarmos a poluição plástica nos oceanos, haverá ganhos econômicos da ordem de US$ 70 bilhões para os governos, US﹩ 1,3 trilhão para os negócios, além da geração de mais de 700.000 novos empregos, quando comparado ao cenário Business as Usual. O que estamos esperando? * Amanda Baldochi é Analista de Sustentabilidade Aplicada da Fundação Espaço ECO

2 de agosto, 2021
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PLÁSTICO
Resíduos são transformados em embalagens

O Grupo Boticário desenvolveu o projeto Seaside, uma frente da área de P&D da companhia, para utilizar os resíduos plásticos descartados incorretamente em praias como alternativa para a produção de embalagens plásticas ecologicamente responsáveis. A primeira fase do projeto tem a parceria da Globalpet, que compra o plástico de cooperativas de catadores do litoral de São Paulo. Ao todo foram recolhidas 265 toneladas de plástico que serão processadas, transformadas em resina e darão origem a protetores solares e outros itens do portfólio do Grupo Boticário. Com foco em sustentabilidade, economia circular, redução do impacto ambiental e social, o projeto Seaside, via Globalpet, também vai beneficiar 316 famílias de trabalhadores de cooperativas de sete cidades litorâneas paulistas (Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente). Das 265 toneladas de plástico recolhidas no litoral de São Paulo, cada quilo de resina obtida do lixo coletado em material PET PCR, o tipo de plástico mais comum, pode render 35 frascos novos de 237ml do protetor solar Australian Gold. Já a embalagem de 125ml pode ter 55 novos frascos fabricados a partir de um quilo da resina. "Este projeto se conecta com tudo que acreditamos no Grupo Boticário. Há mais de 30 anos temos a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, que recebe 1% da receita líquida anual da empresa e já conserva milhões de hectares de floresta original na Mata Atlântica e no Cerrado. O trabalho com reciclagem é fundamental também para a preservação ambiental e com este aliamos a necessidade de limpeza das praias à ajuda a famílias e cooperativas que vivem dessa coleta. Todos saem ganhando", conta Daniele Medeiros, pesquisadora do Grupo Boticário responsável pelo projeto.

19 de fevereiro, 2021
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ECONOMIA CIRCULAR
BVRio e Iniciativa 3R buscam plástico zero

A BVRio e a Iniciativa 3R, uma coalizão dedicada a alcançar zero resíduos de plástico, lançou recentemente uma nova iniciativa de gestão de plásticos que estabelecerá procedimentos e ferramenta para que as empresas ao redor do mundo possam gerir e reduzir resíduos de plástico de uma forma transparente e robusta. Mais de mil empresas comprometeram-se a agir para criar uma ‘Nova Economia de Plástico’. Entretanto, até o momento poucas medidas práticas claras e críveis foram adotadas para alcançar e relatar os compromissos de redução dos resíduos plásticos. "A BVRio orgulha-se de estar envolvida na criação desta importante iniciativa. Nós vemos a iniciativa como uma peça importante do ecossistema da economia circular, ajudando a aumentar a robustez ambiental e o impacto das atividades deste sector nascente, abrindo caminho para mais investimento e atividade neste espaço", disse Mauricio Moura Costa, diretor da BVRio. A iniciativa inclui Diretrizes para a Gestão Corporativa de Plásticos (Guidelines for Corporate Plastic Stewardship) e um Standard para Projetos de Redução de Resíduos Plásticos (Plastic Waste Reduction Standard). As Diretrizes para a Gestão Corporativa de Plásticos, desenvolvidas pela Iniciativa 3R, South Pole, Quantis e EA, fornecem as melhores práticas para as empresas quantificarem e relatarem de forma crível e transparente as suas pegadas de plástico, assim como seus compromissos para reduzir os resíduos plásticos. O Standard de Plástico, desenvolvido e gerido pela Verra ajuda as empresas que já tentam reduzir a pegada plástica das suas operações a investir em projetos de coleta e reciclagem de resíduos plásticos. As empresas podem fazê-lo comprando créditos de plástico criados por projetos que se adequem ao Standard de Plástico. "Precisamos enfrentar uma crise de poluição plástica sem precedentes", disse David Antonioli, Diretor Executivo da \/erra. "Se apenas 10 dos maiores produtores de plástico do mundo adoptassem as recomendações desta nova iniciativa, mais de 1 milhão de toneladas de resíduos de plástico vazados para o ambiente todos os anos seria removido". O Standard de Plástico foi testado por 24 projetos em 18 países, com a ajuda da BVRio. Na Indonésia, onde 165 milhões de pessoas não têm acesso à gestão de resíduos, a Nestlé e a Danone contribuíram para dois projetos-piloto utilizando o Standard de Plástico para prestar contas e verificar independentemente os benefícios sociais, econômicos e ambientais destes projetos. A Nestlé associou-se ao Projeto STOP para construir um sistema circular de gestão de resíduos na Indonésia, trabalhando em parceria com o governo e a comunidade local. "O uso do Standard de Plástico ajudará a melhorar a transparência na medição do impacto e nos relatórios, ao mesmo tempo em que apoiará projetos que melhorarão as taxas de coleta e reciclagem em todo o mundo", disse Hanna Jager, gerente global de Compras Responsáveis da Nestlé. Em outro projeto-piloto na Indonésia, a Danone investiu em um centro de triagem de reciclagem que desviou 1.400 toneladas de plástico dos aterros em 2020 e deverá desviar 4.400 toneladas de plástico este ano. "Esta iniciativa ajudará as empresas a comunicarem os impactos de suas operações de maneira consistente e comparável, aumentando a transparência e a responsabilidade corporativa para avançar e acelerar uma economia mais circular", disse Alexander Cramwinckel, gerente global de Economia Circular da Danone. Além da BVRio, os membros da Iniciativa 3R incluem Nestlé, Danone, Tetra Pak, Verra e as principais organizações ambientais e do mercado de carbono.

19 de fevereiro, 2021
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RESÍDUOS PLÁSTICOS
Green Mining atrai empresas

Segundo dados do Banco Mundial, o Brasil é o 4° maior produtor de resíduos plásticos no mundo, com 11,3 milhões de tonelada, das quais apenas 145 mil toneladas foram efetivamente recicladas. Para mudar este cenário e trabalhar com foco em uma destinação correta para os resíduos plásticos, a startup Green Mining, em parceria com a Ambev, Unilever, Natura, Braskem, Akzo Nobel, Wise, Deink Brasil e Eco Panplas, iniciou uma jornada para aumentar a recuperação do material. Com soluções customizadas para cada parceira, priorizando a recuperação de embalagens pós-consumo de forma eficiente e trazendo-as de volta para o ciclo de produção, a ação da Green Mining, juntamente com as empresas, realiza a coleta dos resíduos, por meio de um sistema de rastreabilidade com tecnologia blockchain, e garante que todo o material coletado seja enviado para reciclagem. "O plástico não precisa ser nocivo ao meio ambiente. A ausência de uma resposta sistemática eficaz quanto ao descarte é o que tem deturpado a utilização do material. Queremos ajudar na mudança dessa cultura de descarte inadequado do plástico. Para se ter uma ideia da gravidade do assunto, aproximadamente 10 milhões de toneladas de plásticos chegam nos oceanos a cada ano. Reconhecemos essa urgência e com essas grandes parcerias inovamos e promovemos um modelo de economia circular, mantendo o nosso propósito ambiental, social e econômico", diz Rodrigo Oliveira, presidente da Green Mining, startup especializada em logística reversa inteligente que, desde 2018, já coletou e enviou para a reciclagem mais de 1,3 milhão de quilos de vidro. A Green Mining customiza seu processo de coleta de embalagens a depender da demanda e projeto de cada companhia. Inicialmente, a startup começou suas ações em condomínios, bares, lojas e restaurantes, além de criar um sistema que possibilita obter informações de cada etapa do processo, como data e local da coleta, quilos e destinação dos recicláveis. Com o sistema criado é possível fazer o rastreamento total, em tempo real, de origem, trajeto e destino com a segurança que a tecnologia blockchain fornece. Com uma grande quantidade de recicláveis, a Green Mining ajuda também à mão-de-obra empregada, capacitando e contratando mais de 28 funcionários, sendo grande parte pessoas que já trabalhavam com reciclagem de maneira informal. Atualmente, há operação de coleta de plástico nos seguintes bairros da capital paulista: Bela Vista, Brooklin, Centro, Itaim Bibi, Jardins, Moema, Mooca, Perdizes, Pinheiros, Vila Madalena, Vila Mariana e Vila Olímpia. Para saber sobre a viabilidade de coletas gratuitas em condomínios, bares, lojas, restaurantes ou outros estabelecimentos, é necessário entrar em contato pelo email [email protected] .

1 de dezembro, 2020
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SUSTENTABILIDADE
Braskem quer ser carbono neutro até 2050

A Braskem ampliou seus esforços para ser uma empresa carbono neutro até 2050. A companhia vai se concentrar em três frentes para alcançar o objetivo: redução das emissões com foco na eficiência energética, bem como no aumento do uso de energia renovável nas operações atuais, estabelecendo parcerias visando inovação e tecnologia; compensação de emissões com potenciais investimentos na produção de químicos e polímeros de origem renovável e captura de emissões de carbono por meio da pesquisa e do desenvolvimento para seu uso como matéria-prima. A petroquímica já definiu reduzir em 15% as emissões de gases do efeito estufa até 2030, além de aumentar seu portfólio I'm green™, que considera os produtos com foco em economia circular, para incluir, até 2025, 300 mil toneladas de resinas termoplásticas e produtos químicos com conteúdo reciclado. A Braskem quer alcançar 1 milhão de toneladas desses produtos até 2030. Além disso, vai trabalhar para que nos próximos dez anos haja o descarte adequado de 1,5 milhão de toneladas de resíduos plásticos. "A Braskem tem uma longa história em adotar ações para criar um mundo mais sustentável. Investimos em fontes renováveis desde a nossa fundação, em 2002 e, como pioneiros e líderes na produção de biopolímeros, temos estado na linha de frente da criação de mudanças positivas que impactam as pessoas, a sociedade e o meio ambiente. Pretendemos continuar na liderança num momento em que a indústria vai em direção a uma economia circular de carbono neutro. Com as ações de desenvolvimento sustentável que anunciamos hoje, esperamos atingir a neutralidade de carbono até 2050", ressalta Roberto Simões, presidente da Braskem. No fim de 2019, a Braskem já havia alcançado 70% das metas relacionadas ao tema economia circular de carbono neutro - traçadas em 2009 e revisitadas em 2013 -, conquistando resultados tais como a redução de 20% da intensidade de emissões de gases de efeito estufa; a viabilização do maior projeto de água de reuso industrial do hemisfério sul; a produção e comercialização de produtos e origem renovável, como o plástico feito à base de cana-de-açúcar e, posteriormente, na ampliação do portfólio de produtos para economia circular, com a chegada do EVA verde e de resinas feitas a partir de plástico reciclado. "Nosso propósito empresarial é melhorar a vida das pessoas criando soluções sustentáveis da química e do plástico e, com a ampliação dos nossos esforços para alcançar essas metas, também conseguiremos enriquecer ainda mais o debate sobre a importância do plástico, especialmente para o desenvolvimento sustentável do nosso planeta. Seguiremos expandindo nossas parcerias com clientes, fornecedores e a sociedade, na busca pelo engajamento de outras empresas na causa e, juntos, construiremos um mundo melhor", afirma Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem. Atualmente, 43% do consumo total de energia da Braskem no Brasil já é oriundo de fonte renovável. Recentemente a companhia anunciou mais um contrato de longo prazo para compra de energia solar para os próximos 20 anos e que deve evitar a emissão de 500 mil toneladas de CO2 na atmosfera nas próximas duas décadas. A companhia irá manter também seus esforços na análise de investimentos para o desenvolvimento de produtos químicos e polímeros de origem renovável ou em tecnologias que permitam a Braskem alcançar a neutralidade de carbono até 2050. Outra parceria recente é a com a Tecipar, empresa brasileira especializada em engenharia ambiental, para evitar que mais de 2 mil toneladas de resíduos plásticos domiciliares sejam despejadas anualmente no aterro sanitário de Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo. O volume é equivalente a 36 milhões de embalagens plásticas de polietileno e polipropileno e será utilizado como matéria-prima para o desenvolvimento de soluções mais sustentáveis para a indústria do plástico. Conheça o manifesto da Braskem em https://www.braskem.com.br/macroobjetivos .

23 de novembro, 2020
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ARTIGO
Contraprova do plástico

Por Yuri Kabe * Em tempos de banimento de itens de plástico, como acontece no Reino Unido, em países da União Europeia, como França, e em cidades brasileiras como Rio de Janeiro e São Paulo, é fundamental analisar de forma mais crítica e sensata se encarar o produto como vilão do meio ambiente é a melhor solução para problemas ambientais que precisamos solucionar. É preciso considerar que os plásticos podem ser úteis para auxiliar a sociedade e as empresas em soluções para as mudanças climáticas, por exemplo, que são consideradas pela Organização das Nações Unidas (ONU) a principal ameaça para a vida marinha e terrestre. Nesse sentido, a luta contra a poluição plástica não pode se tornar uma guerra conta os plásticos em si. Na construção civil, a invenção do cimento e do concreto revolucionou a forma como construímos nossas edificações. Sua resistência é indispensável para o mundo moderno, tendo se tornado a segunda substância mais consumida, atrás apenas da água. Entretanto, as tecnologias atuais de produção de cimento são grandes emissoras de gases do efeito estufa e a substituição do concreto por outros materiais, principalmente o plástico, nas áreas não estruturais, além de reduzir custos, podem reduzir o impacto ambiental das edificações. No setor automobilístico, o uso do plástico deixa o automóvel mais leve, reduzindo o uso de combustível e diminuindo a queima de gases. No segmento de embalagens, vimos uma revolução com a chegada dos plásticos, que diminuíram o desperdício de alimentos e a relação entre volume de produto e de embalagem de 70% x 30% para 97% x 3%, respectivamente. Outra vantagem são os benefícios para a área da saúde. A matéria-prima tem sido fundamental para evitar contaminação, sendo utilizada na fabricação de bolsas de sangue e das máscaras recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar a transmissão de doenças. Mas, como garantir um futuro com plástico e o equilíbrio ambiental? A desinformação é um grande problema. As famosas "ilhas de plástico no meio do Oceano Pacífico ou no mar do Caribe", por exemplo, sempre apresentadas como ilustração do que é despejado diariamente nos mares, são, na sua maior parte, resultados de grandes fenômenos naturais que arrastaram lixo para os mares, como o furacão Katrina, que varreu o litoral sul dos Estados Unidos em 2005 e os tsunamis que atingiram o sudeste asiático em 2004 e a costa leste do Japão em 2011. Obviamente a presença de resíduos plásticos no meio ambiente é reflexo de uma ineficiência na gestão de resíduos, um dos principais desafios da atualidade, mas a origem do problema é muito mais complexa, com particularidades em cada um dos quatro cantos do mundo. O Haiti é um país com quase nenhuma infraestrutura de coleta de lixo e localizado na rota de furacões que, junto com a chuva, levam resíduos para o oceano. Lagos, a maior cidade da Nigéria, tem mais de 20 milhões de habitantes e não conta com água encanada e, por esse motivo, o consumo de água em garrafa PET é exorbitante. A Indonésia, um país formado por quase 20 mil ilhas, tem o desafio de pensar em gestão de resíduos para regiões geográficas muito distintas. O Chile vive o problema durante o degelo, acentuado pelas mudanças climáticas, que arrasta os resíduos para o Oceano Pacífico. Na Europa, a indústria turística é um dos setores que mais geram resíduos plásticos. Em terra firme, vemos necessidade de investir mais em pesquisa e criar ciência em torno destas informações para um diagnóstico mais preciso, sem discrepância de dados. Precisamos saber o tamanho real do nosso desafio, assim como a eficácia das medidas mitigatórias para que seja possível pensar em políticas públicas e não endossar uma luta contra o que nos é favorável. Esse processo pode levar um tempo, assim como levamos décadas para chegar à conclusão de que o aumento da concentração de CO2 na atmosfera tem potencial para causar o aumento da temperatura média do planeta. Ainda assim, não é preciso esperar que isso aconteça. Além de adotar práticas de economia circular, a indústria mundial do plástico está se movimentando para gerar estatísticas, relatórios e guias para criadores de políticas públicas. A adesão ao Operation Clean Sweep, uma iniciativa internacional para reduzir a perda de partículas de plástico (pellets) para o meio ambiente, tem contribuído para minimizar impactos ambientais. O Plastic Leak Project, capitaneado pela Quantis, uma consultoria ambiental europeia focada na gestão do ciclo de vida do plástico, é uma das iniciativas mais recentes, com o objetivo de reunir um grupo de multistakeholders para criação de uma metodologia de quantificação que possa ser utilizada em níveis municipal e nacional por setores privado e público. A intenção é identificar a perda de plástico em setores da indústria e desenvolver ações mitigatórias. A ação já analisa dados dos setores de embalagem, têxtil e de fabricação de pneus. Como estudo de caso, uma empresa europeia com atuação no segmento de laticínios identificou que a venda de leite em pó para a Nigéria, China e Bangladesh é responsável pela perda de 4% do volume total de plásticos utilizados e está definindo um novo tipo de embalagem. Definir ações como esta só é possível a partir de uma metodologia consensual. Nem sempre o plástico será a melhor alternativa, mas precisamos reconhecer que para muitos casos o plástico é a solução mais viável do ponto de vista ambiental. Não é possível pensar em um futuro sustentável sem o plástico. * Yuri Kabe é Especialista em Avaliação de Ciclo de Vida na Braskem

27 de julho, 2020