Alta Floresta D'OesteRO

22.853 habitantes · IBGE 1100015

IA

Resumo socioambiental

Alta Floresta D'Oeste apresenta quadro socioambiental preocupante em saneamento, com cobertura de água de apenas 50,4% em 2022 — abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (56,9%), posicionando o município no percentil 20 do país. Apesar do avanço de +66,8% desde 2008, a perda de água na distribuição chegou a 65,6% em 2022, muito acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (56,2%), colocando o município no percentil 95 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito, o que indica ineficiência operacional que compromete o próprio ganho de cobertura.

O manejo de resíduos sólidos também é frágil: apenas 59,7% dos domicílios têm coleta (percentil 25, contra mediana nacional de 76,9%), enquanto 38,5% têm destino inadequado, quase o triplo da mediana nacional (14,9%) e acima da UF (19,9%), no percentil 84. Essa deficiência de coleta e destinação, contudo, não se traduz em emissões de resíduos elevadas (8.873 tCO₂e em 2024, percentil 64), sugerindo subnotificação ou baixa geração per capita, e não necessariamente eficiência ambiental.

O maior destaque negativo é climático: as emissões totais de GEE saltaram de 1,82 milhão tCO₂e (2010) para 3,99 milhões tCO₂e (2024), alta de 119,1%, com pico de 7,88 milhões em 2023 — colocando o município no percentil 98 nacional, muito acima da mediana (138.513 tCO₂e), refletindo provavelmente dinâmica de uso da terra e desmatamento típica da fronteira agropecuária amazônica. As emissões de energia (49.858 tCO₂e, percentil 70) e a potência hidráulica instalada (42 MW, percentil 78) também superam padrões nacionais, indicando pressão adicional sobre recursos hídricos e energéticos locais.

Por outro lado, a segurança hídrica projetada para 2035 (índice 4.000) iguala a mediana nacional e supera a média estadual (3.058, percentil 88), sinal positivo em meio a um cenário de vulnerabilidades. Os registros de cheia (3 em 2016, percentil 93) reforçam a exposição a eventos hidrológicos extremos. Em síntese, o município exige prioridade em investimentos de saneamento — especialmente redução de perdas de água e ampliação da coleta de resíduos — e monitoramento das emissões associadas ao uso da terra, que representam o principal passivo ambiental identificado.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

42 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

50.4%

2022

20
66.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

65.6%

2022

5
16.2% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

59.7%

2022

25
5.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

38.5%

2022

16
10.7% no período

Emissões de GEE

SEEG

3.996.941 tCO₂e

2024

2
119.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.873 tCO₂e

2024

36
2.0% no período

Emissões de energia

SEEG

49.858 tCO₂e

2024

30
30.9% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

4.000

2035

88
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.