CabixiRO

5.690 habitantes · IBGE 1100031

IA

Resumo socioambiental

Cabixi/RO apresenta indicadores de saneamento significativamente abaixo dos padrões nacionais, configurando o principal desafio socioambiental do município. A cobertura de água atingiu 40,4% em 2022, valor muito inferior à mediana nacional de 76,5% e ao patamar do estado de Rondônia (56,9%), posicionando o município no percentil 12 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Chama atenção que, após atingir 48,0% em 2021, a cobertura recuou para 40,4% em 2022, revertendo parcialmente uma trajetória de melhora observada desde 2012. Por outro lado, a perda de água na distribuição, embora ainda alta (39,3% em 2022, percentil 70 em relação ao país), vem caindo consistentemente desde 2008 (quando era 76,1%), indicando algum avanço na gestão operacional do sistema, mesmo com a queda simultânea na cobertura.

O esgotamento sanitário reforça o quadro de vulnerabilidade: apenas 60,9% dos domicílios têm coleta de esgoto em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (78,0%), enquanto 38,9% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos — quase o triplo da mediana nacional (14,9%), colocando o município no percentil 84 (entre os piores). Essa deficiência estrutural de saneamento tem relação direta com as emissões de resíduos, que somaram 2.825 tCO₂e em 2024, patamar ainda abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 27), mas em trajetória de alta (+19,0% desde 2010), compatível com a persistência de destinação inadequada de dejetos e resíduos sólidos.

No que se refere às emissões totais de GEE, Cabixi soma 668.844 tCO₂e em 2024, valor muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 85 — entre os municípios mais emissores do país, embora muito distante da escala estadual (108,6 milhões de tCO₂e). A série histórica é marcada por forte volatilidade, com pico de 1.923.673 tCO₂e em 2023 e queda de 65% em 2024, padrão típico de emissões associadas a mudanças de uso da terra. As emissões de energia, embora com participação menor no total, cresceram 144,4% desde 2010, atingindo 16.791 tCO₂e em 2024, próximo da mediana nacional (18.929 tCO₂e, percentil 48).

Em segurança hídrica, o índice projetado de 4,000 (2035) iguala a mediana nacional e supera a média estadual (3,058), posicionando o município no percentil 88 — um ponto positivo que contrasta com as fragilidades de cobertura e esgotamento sanitário. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (2016), o que sugere baixa exposição a esses riscos climáticos extremos no período avaliado. Em síntese, o desafio prioritário de Cabixi está concentrado na universalização do saneamento básico — água e esgoto —, cuja melhoria tende a reduzir tanto os riscos à saúde pública quanto as emissões associadas ao manejo inadequado de resíduos e efluentes.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

40.4%

2022

12
7.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

39.3%

2022

30
48.3% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

60.9%

2022

27
22.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

38.9%

2022

16
22.5% no período

Emissões de GEE

SEEG

668.844 tCO₂e

2024

15
15.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.825 tCO₂e

2024

73
19.0% no período

Emissões de energia

SEEG

16.791 tCO₂e

2024

52
144.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

4.000

2035

88
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.