CacoalRO

97.637 habitantes · IBGE 1100049

IA

Resumo socioambiental

Cacoal apresenta um quadro sanitário com avanços consistentes, mas ainda incompleto, e um perfil de emissões que preocupa por sua magnitude relativa. A cobertura de água atingiu 83,6% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e bem acima da UF (56,9%, percentil 61), após anos de estagnação em 78,8%. A coleta de esgoto chegou a 72,0% em 2021, com forte evolução histórica (+129% desde 2007), embora ainda abaixo da mediana nacional (87,8%) — ainda assim muito superior à precária média estadual (12,8%). O tratamento de esgoto, em 47,3% (2022), supera a mediana do país (37,7%) e destaca-se frente a Rondônia (9,7%), mas o município conta com apenas 1 ETE (2020), mesmo número da mediana nacional, sugerindo capacidade instalada limitada frente à demanda futura.

Um ponto crítico é a perda de água na distribuição, que saltou de 17,9% (2008) para 52,5% (2022) — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e próximo do patamar já elevado do estado (56,2%, percentil 87). Essa perda expressiva compromete a eficiência dos ganhos em cobertura e indica necessidade urgente de investimento em infraestrutura de distribuição, já que ampliar acesso sem conter perdas gera ineficiência operacional e financeira. Do lado de resíduos sólidos, o destino inadequado caiu para 14,3% dos domicílios (2022), próximo da mediana nacional (14,9%) e melhor que a UF (19,9%), com a coleta domiciliar em 83,5%, acima da mediana do país.

O aspecto mais alarmante do dossiê é o perfil de emissões de GEE: 2.501.262 tCO₂e em 2024, no percentil 96 nacional, com pico de 6,14 milhões de toneladas em 2023. As emissões de resíduos (58.501 tCO₂e, percentil 95) e de energia (348.752 tCO₂e, percentil 94) também estão entre as mais altas do país, evidenciando que o crescimento da coleta e do tratamento de esgoto não neutraliza a pressão ambiental gerada por outros setores. Chama atenção o fato de as emissões de resíduos terem crescido 54,3% desde 2010, ritmo superior ao avanço no tratamento de esgoto, sinalizando que a gestão de resíduos sólidos não acompanhou proporcionalmente os ganhos sanitários.

Em segurança hídrica, o índice projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana nacional e supera com folga a média estadual (3,058, percentil 88), indicador positivo para o planejamento de longo prazo. Contudo, o registro de eventos de cheia (1 em 2016) situa o município no percentil 76 nacional, acima da mediana (0), reforçando a necessidade de integrar o planejamento de drenagem e resiliência climática às metas de saneamento e redução de emissões já em curso.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

83.6%

2022

61
0.7% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

72.0%

2021

38
129.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

47.3%

2022

55
100.3% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

52.5%

2022

13
193.3% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.5%

2022

63
5.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

14.3%

2022

51
31.9% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

2

2024

100.0% no período

Emissões de GEE

SEEG

2.501.262 tCO₂e

2024

4
129.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

58.501 tCO₂e

2024

5
54.3% no período

Emissões de energia

SEEG

348.752 tCO₂e

2024

6
127.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

4.000

2035

88
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.