Colorado do OesteRO
16.588 habitantes · IBGE 1100064
Resumo socioambiental
Colorado do Oeste/RO apresenta cobertura de água de 72,3% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e do próprio pico municipal de 91,4% registrado em 2020, indicando retrocesso recente no atendimento. Mais preocupante é o índice de perda de água, que atingiu 66,5% em 2022, patamar muito superior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (56,2%), colocando o município no percentil 95 nacional — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa perda vem em trajetória de alta constante desde 2012 (41,4%), sugerindo problemas estruturais na rede de distribuição que comprometem a eficiência do sistema mesmo com cobertura relativamente estável.
No saneamento, a coleta domiciliar de resíduos chegou a 77,0% em 2022, próxima da mediana nacional (76,9%) e da UF (78,0%), com evolução positiva desde 2010 (69,1%). Contudo, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 22,8% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (19,9%), embora tenha recuado 26,4% em relação a 2010. Essa parcela de destinação inadequada ajuda a explicar por que as emissões de resíduos do município (7.667 tCO₂e em 2024) permanecem acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 60.
Em relação às emissões totais de GEE, o município registrou 965.903 tCO₂e em 2024, valor muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando-o no percentil 89 — entre os municípios mais emissores do país, embora distante da magnitude estadual (108,6 milhões tCO₂e). A série histórica mostra grande volatilidade, com pico de 2,77 milhões tCO₂e em 2023 e queda acentuada em 2024, sugerindo forte influência de fontes como mudança de uso da terra, não detalhadas no dossiê. As emissões de energia (31.575 tCO₂e) também superam a mediana nacional (18.929 tCO₂e), refletindo uma matriz local dependente de potência térmica fóssil (11 MW), quase três vezes maior que a hidráulica (4 MW).
Por fim, a segurança hídrica projetada para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) mas alinhada à média estadual (3,058), no percentil 50. Não há registros de eventos de cheia ou seca na série disponível (2016). Em síntese, o município enfrenta desafios prioritários na redução de perdas de água — indicador crítico e destoante do padrão nacional — e na destinação adequada de resíduos, ambos com potencial de reduzir emissões associadas e melhorar a eficiência dos investimentos em saneamento.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
15 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
72.3%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
66.5%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
77.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
22.8%
2022
Emissões de GEE
SEEG
965.903 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.667 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
31.575 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
