CorumbiaraRO

8.001 habitantes · IBGE 1100072

IA

Resumo socioambiental

Corumbiara/RO apresenta déficits estruturais graves em saneamento básico, contrastando com uma posição relativamente favorável no quesito hídrico regional. A cobertura de água atingiu apenas 29,0% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (56,9%), posicionando o município no percentil 6 do país — ou seja, entre os piores do Brasil neste indicador, apesar do crescimento de +41,6% desde 2008. A perda de água, de 32,0%, está próxima da mediana nacional (29,9%) e bem melhor que o índice de Rondônia (56,2%), indicando que o principal gargalo do município não é a eficiência da rede, mas sim a baixa abrangência do serviço.

O quadro de esgotamento sanitário é ainda mais crítico. A coleta de esgoto alcança apenas 47,4% dos domicílios (percentil 13 nacional), enquanto 52,1% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos — quase quatro vezes a mediana brasileira (14,9%) e a UF (19,9%), colocando Corumbiara no percentil 94, entre os piores do país. Houve melhora relativa desde 2010 (-16,2 pontos percentuais), mas o problema permanece estrutural e representa risco direto à saúde pública e aos recursos hídricos locais, especialmente diante da baixa cobertura de água tratada.

Do ponto de vista climático, as emissões de GEE saltaram de 920 mil tCO₂e (2010) para 1.609.961 tCO₂e em 2024 (+75,0%), com pico atípico de 5,07 milhões de tCO₂e em 2023 — o município está no percentil 94 nacional, refletindo forte pressão do uso da terra, típica de municípios do arco do desmatamento. Chama atenção o salto abrupto das emissões de energia, de 12.946 tCO₂e (2023) para 147.327 tCO₂e (2024), variação de +1.712%, que merece investigação sobre sua origem (possível mudança metodológica ou novo empreendimento). Em contrapartida, as emissões de resíduos caíram para 3.750 tCO₂e (-13,8% desde 2010), abaixo da mediana nacional, e não guardam relação com a baixa cobertura de esgoto, sugerindo que o problema sanitário não está sendo captado nesse indicador setorial.

Na dimensão hídrica-estrutural, o município não registrou eventos de cheia ou seca em 2016 e exibe índice de segurança hídrica de 4,000 para 2035, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,058, percentil 88), o que é positivo. A matriz elétrica local é pequena e estável, com 10 MW hidráulicos e 232 kW térmicos sem variação desde 2010. Diante desse cenário, recomenda-se priorizar investimentos em expansão da rede de esgoto e água, dado o descompasso entre a razoável segurança hídrica projetada e a precariedade atual do saneamento básico ofertado à população.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

10 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

29.0%

2022

6
41.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

32.0%

2022

45

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

47.4%

2022

13
25.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

52.1%

2022

6
16.2% no período

Emissões de GEE

SEEG

1.609.961 tCO₂e

2024

6
75.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.750 tCO₂e

2024

64
13.8% no período

Emissões de energia

SEEG

147.327 tCO₂e

2024

14
1712.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

4.000

2035

88
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.