Costa MarquesRO
13.522 habitantes · IBGE 1100080
Resumo socioambiental
Costa Marques/RO apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu 29,7% em 2022, resultado que representa recuperação frente à série histórica (mínimo de 13,8% em 2013), mas ainda situa o município no percentil 6 nacional — muito distante da mediana brasileira de 76,5% e do valor da própria Rondônia (56,9%). O problema se agrava pela perda de água de 74,7% no mesmo ano, uma das piores do país (percentil 98, mediana nacional de 29,9%), indicando que a maior parte da água tratada não chega ao consumidor — um paradoxo que compromete a eficácia de qualquer investimento em ampliação de cobertura.
O esgotamento sanitário reflete padrão semelhante de deficiência estrutural. Apenas 60,2% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do valor estadual (78,0%), enquanto 36,4% dos domicílios ainda têm destino inadequado de esgoto — quase o dobro da mediana brasileira (14,9%) e acima do percentil 82 nacional. Essa combinação de baixa cobertura sanitária com alta perda de água sugere fragilidade generalizada na infraestrutura de saneamento, exigindo investimentos coordenados em captação, distribuição e coleta.
Nas emissões de gases de efeito estufa, o município se destaca negativamente: 3.037.419 tCO₂e em 2024, no percentil 97 nacional, embora com queda de 43,3% frente a 2010 — variação fortemente influenciada por oscilações do uso da terra, típicas de municípios amazônicos. As emissões de resíduos, por outro lado, cresceram 27,0% no período (chegando a 15.010 tCO₂e em 2024), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), tendência coerente com a baixa cobertura de coleta e tratamento adequado de esgoto e resíduos sólidos. Já as emissões de energia caíram 83% desde 2010, ficando abaixo da mediana nacional, o que sugere transição para fontes mais limpas nesse setor específico.
O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 2,000, no percentil 14 nacional, bem abaixo da mediana brasileira (4,000) e do valor estadual (3,058), reforçando o alerta sobre a vulnerabilidade hídrica futura do município. Diante desse cenário, recomenda-se priorizar a redução de perdas no sistema de abastecimento como pré-condição para qualquer expansão de cobertura, além de investimentos em tratamento de esgoto e resíduos que atenuem simultaneamente os déficits sanitários e as emissões associadas.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
224 kW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
29.7%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
74.7%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
60.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
36.4%
2022
Emissões de GEE
SEEG
3.037.419 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
15.010 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
14.963 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
2.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
