Espigão D'OesteRO
32.717 habitantes · IBGE 1100098
Resumo socioambiental
Espigão D'Oeste apresenta um quadro socioambiental preocupante, marcado por saneamento básico deficitário e crescimento expressivo das emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 62,0% em 2022, com alta de +47,9% frente à série histórica, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (56,9%), posicionando o município no percentil 32. A situação do esgotamento sanitário é crítica: a coleta de esgoto caiu para apenas 1,1% em 2021 (queda de -72,0% desde 2018), muito distante da mediana nacional de 87,8%, colocando o município no percentil 1 — um dos piores do país. O tratamento de esgoto, embora em leve alta (+23,3%, chegando a 2,0% em 2022), permanece marginal frente à mediana nacional de 37,7%. Essa combinação de baixa coleta e tratamento incipiente indica que a quase totalidade do esgoto gerado é despejada sem tratamento adequado, o que ajuda a explicar por que 25,7% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos (percentil 68, pior que a mediana nacional de 14,9%), apesar da melhora de -23,4% desde 2010.
No eixo climático, as emissões totais de GEE saltaram de 1,14 milhão de tCO₂e em 2010 para 4,6 milhões de tCO₂e em 2024, alta de +304,6%, com pico em 2023 (5,3 milhões de tCO₂e). Esse volume coloca o município no percentil 98 nacional, muito acima da mediana de 138.513 tCO₂e, sinalizando forte pressão de uso da terra e mudança de cobertura vegetal, típica de municípios amazônicos com expansão agropecuária. As emissões de resíduos, de 13.824 tCO₂e em 2024 (+11,8% desde 2010, mas em queda desde o pico de 2019), e as de energia, de 46.226 tCO₂e (+21,6%, também em recuo desde 2019), são secundárias frente ao total, mas seguem acima da mediana nacional (percentis 76 e 68, respectivamente), reforçando o padrão de emissões elevadas em múltiplas frentes.
A perda de água na distribuição, de 28,4% em 2022, está próxima da mediana nacional (29,9%) e bem melhor que a média estadual (56,2%), indicando eficiência operacional relativamente razoável apesar da baixa cobertura. Já a segurança hídrica projetada para 2035 (índice 3,000) fica abaixo da mediana nacional (4,000), embora alinhada ao patamar estadual (3,058). Não há registros de eventos de cheia ou seca em 2016, mas a série é limitada a um único ano, o que restringe conclusões sobre risco hidrológico. Em síntese, o município enfrenta um desafio duplo: expandir e qualificar o saneamento básico, especialmente esgotamento sanitário, e conter a trajetória de emissões associada ao uso do solo, que já o coloca entre os municípios mais emissores do Brasil.
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
62.0%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
1.1%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
2.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
28.4%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
72.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
25.7%
2022
Emissões de GEE
SEEG
4.600.064 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
13.824 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
46.226 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
