JaruRO
55.583 habitantes · IBGE 1100114
Resumo socioambiental
Jaru/RO apresenta em 2022 cobertura de água de 63,3%, abaixo da mediana nacional (76,5%) e do percentil 34, embora tenha avançado significativamente desde 2008, quando a cobertura era de apenas 34,7% (variação de +82,1% no período). Esse avanço, no entanto, convive com um problema estrutural grave: a perda de água na distribuição atingiu 51,0% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e superior à própria média estadual (56,2%), posicionando o município no percentil 86 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Isso sugere que parte do esforço de ampliação da rede é comprometida por ineficiência operacional, com impacto direto em custos e sustentabilidade do sistema.
No saneamento básico, a coleta de resíduos domiciliares chegou a 80,2% em 2022, superando a mediana nacional (76,9%) e a média de Rondônia (78,0%), com melhora expressiva frente aos 71,6% de 2010. Ainda assim, 19,5% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos, valor acima da mediana nacional (14,9%), embora abaixo da média estadual (19,9%). Essa parcela de destinação inadequada ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, apesar de terem caído 12,2% desde 2010 (de 28.709 para 25.204 tCO₂e em 2024), ainda colocam o município no percentil 87 nacional, evidenciando que a gestão de resíduos sólidos segue como ponto crítico da política ambiental local.
O perfil de emissões totais de GEE reforça a vulnerabilidade climática do município: 1.672.636 tCO₂e em 2024, com pico de quase 3 milhões de toneladas em 2023, posicionando Jaru no percentil 94 nacional — um patamar muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia cresceram 68,2% entre 2010 e 2024, atingindo 157.346 tCO₂e, também no percentil 87, indicando pressão crescente do setor energético sobre o balanço de carbono municipal, provavelmente associada à expansão de atividades econômicas e populacionais.
Por fim, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, inferior à mediana nacional (4,000) e muito próximo à média estadual (3,058), sugerindo que, mesmo com ganhos recentes em cobertura de água, o município enfrenta desafios estruturais de sustentabilidade hídrica a médio prazo. A ausência de registros de cheia e seca em 2016 não permite avaliar tendências recentes de eventos extremos, mas o conjunto de indicadores aponta que os investimentos em infraestrutura de saneamento precisam ser acompanhados de maior eficiência operacional e controle de perdas para que os ganhos de cobertura se traduzam em benefícios ambientais efetivos.
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
63.3%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
51.0%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
80.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
19.5%
2022
Emissões de GEE
SEEG
1.672.636 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
25.204 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
157.346 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
