Ji-ParanáRO
139.359 habitantes · IBGE 1100122
Resumo socioambiental
Ji-Paraná/RO apresenta o saneamento básico como principal gargalo socioambiental do município. A cobertura de água atingiu 80,7% em 2022, com salto expressivo de +8,5 pontos percentuais no último período e desempenho acima da mediana nacional (76,5%) e muito superior à mediana estadual (56,9%), colocando o município no percentil 57. Entretanto, a coleta de esgoto permanece praticamente inexistente, em apenas 1,5% (2021), muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e mesmo da mediana de Rondônia (12,8%), posicionando Ji-Paraná no percentil 2 do país. O tratamento de esgoto segue igualmente crítico, com 1,3% em 2022, ante mediana nacional de 37,7%. Essa lacuna estrutural em esgotamento sanitário é coerente com o aumento das emissões de resíduos, que subiram para 51.494 tCO₂e em 2024 (+44,4%), posicionando o município no percentil 94 nacional — evidenciando que a ausência de tratamento adequado de efluentes e resíduos tem reflexo direto no perfil de emissões locais.
Do lado positivo, os indicadores de gestão de resíduos sólidos domiciliares mostram avanço relevante: a coleta domiciliar chegou a 92,4% em 2022 (percentil 83 nacional) e o destino inadequado caiu para 6,8%, redução de quase 48% desde 2010, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e estadual (19,9%). Esse contraste — bom desempenho em coleta e destinação de resíduos sólidos versus fragilidade extrema em esgotamento sanitário — sugere que os investimentos municipais têm priorizado limpeza urbana em detrimento da infraestrutura de esgoto, e a perda de água na distribuição, em 47,9% (2022), ainda bem acima da mediana nacional (29,9%), aponta para ineficiência operacional do sistema de abastecimento, embora abaixo da média estadual (56,2%).
No eixo energético e de emissões totais, chama atenção a forte oscilação nas emissões de GEE, que saltaram para quase 1,8 milhão de tCO₂e em 2023 e caíram abruptamente para 90.613 tCO₂e em 2024, sinalizando provável efeito de mudança de uso do solo ou desmatamento pontual, e não necessariamente uma tendência estrutural de descarbonização. Já as emissões de energia cresceram de forma consistente, atingindo 457.998 tCO₂e em 2024 (+45,4%), no percentil 96 nacional, indicando dependência de fontes fósseis compatível com a baixa penetração de geração solar, estagnada em 1 MW desde 2021 e com percentil 60 apenas por comparação a um cenário nacional ainda incipiente.
Em recursos hídricos, não há registros de eventos de cheia ou seca em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3,0) fica abaixo da mediana nacional (4,0), embora equivalente à média estadual, sugerindo necessidade de atenção preventiva a médio prazo. Em síntese, o município avançou em cobertura de água e gestão de resíduos sólidos, mas o esgotamento sanitário e a eficiência na distribuição de água configuram-se como prioridades urgentes para gest
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
2 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
80.7%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
1.5%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
1.3%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
47.9%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
92.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
6.8%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2024
Emissões de GEE
SEEG
90.613 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
51.494 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
457.998 tCO₂e
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
