Machadinho D'OesteRO

34.063 habitantes · IBGE 1100130

IA

Resumo socioambiental

Machadinho D'Oeste apresenta déficits estruturais significativos em saneamento básico, colocando o município em posição desfavorável no cenário nacional. A cobertura de água atingiu 51,4% em 2022, com salto de +7,9% após anos de estagnação na faixa de 25-35%, mas ainda fica muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da própria média estadual (56,9%), situando o município no percentil 21. Mais preocupante é a perda de água na distribuição: 55,5% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e próxima da média de Rondônia (56,2%), posicionando o município no percentil 89 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito, indicando desperdício expressivo mesmo com baixa cobertura.

O quadro de esgotamento sanitário é igualmente crítico. Apenas 52,2% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), ante mediana nacional de 76,9%, enquanto 43,3% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos — quase três vezes a mediana do país (14,9%) e acima da média estadual (19,9%), colocando o município no percentil 88 nesse indicador negativo. Essa deficiência sanitária dialoga diretamente com o crescimento das emissões de resíduos, que subiram +41,9% desde 2010, atingindo 20.878 tCO₂e em 2024 — quase quatro vezes a mediana nacional (5.787 tCO₂e), sinalizando que o manejo inadequado de dejetos e resíduos sólidos tem custo ambiental crescente e conectado à baixa cobertura de esgotamento.

Em contrapartida, as emissões totais de GEE caíram acentuadamente, de 10,9 milhões de tCO₂e (2022) para 2,9 milhões de tCO₂e em 2024 (-7,8% no último ano, mas queda de mais de 70% frente aos picos de 2013 e 2016), refletindo provavelmente redução do desmatamento associado ao uso da terra, historicamente o principal vetor de emissões na região amazônica. Ainda assim, o município permanece no percentil 97 nacional de emissões totais, evidenciando que, apesar da melhora recente, seu perfil emissor continua muito acima da média do país. As emissões de energia também recuaram 60,7% desde 2010, mas o índice de segurança hídrica (2,0 em 2035) é a metade da mediana nacional (4,0), no percentil 14 — sinal de vulnerabilidade futura que exige atenção conjunta com os investimentos em saneamento.

Em síntese, Machadinho D'Oeste combina baixa cobertura de água e esgoto, altíssimas perdas hídricas e destinação inadequada de dejetos, com emissões de GEE ainda elevadas apesar da trajetória recente de queda. A pequena capacidade solar instalada (5 MW desde 2022, no percentil 80 nacional) é um ponto positivo, mas isolado diante dos desafios estruturais de saneamento, que devem ser prioridade para reduzir riscos sanitários, ambientais e de segurança hídrica no médio prazo.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

5 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

51.4%

2022

21
7.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

55.5%

2022

11
27.0% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

52.2%

2022

17
2.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

43.3%

2022

12
12.1% no período

Emissões de GEE

SEEG

2.908.753 tCO₂e

2024

3
7.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

20.878 tCO₂e

2024

95
41.9% no período

Emissões de energia

SEEG

63.096 tCO₂e

2024

26
60.7% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

5 MW

2024

80
0.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

2.000

2035

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.