Nova Brasilândia D'OesteRO

16.504 habitantes · IBGE 1100148

IA

Resumo socioambiental

Nova Brasilândia D'Oeste apresenta quadro crítico de saneamento básico, com destaque negativo para a cobertura de água, que despencou para 0,9% em 2022 — queda de 98% em relação a 2021 e valor extremamente distante da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (56,9%), colocando o município no percentil 0 do país. Essa ruptura brusca, após uma série histórica que oscilava entre 30% e 45% desde 2008, sugere descontinuidade operacional ou falha grave de reporte ao SNIS/SINISA que merece verificação imediata pela gestão local. A perda de água na distribuição, embora ainda alta, vem em trajetória de melhora, caindo para 28,3% em 2022 (percentil 46, abaixo da mediana nacional de 29,9% e bem melhor que a UF, com 56,2%).

O esgotamento sanitário também é deficiente: a coleta atinge apenas 15,7% dos domicílios (2021), muito aquém da mediana nacional (87,8%), ainda que levemente acima da média estadual (12,8%). O tratamento de esgoto chegou a 22,4% em 2022, com evolução positiva desde 2020 (quando era zero), mas ainda abaixo da mediana do país (37,7%). Pelos dados do Censo, a coleta domiciliar de resíduos alcança 49,0% (2022), e o destino inadequado de resíduos afeta 50,5% dos domicílios — mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e o pior indicador relativo do município (percentil 93). Essa fragilidade na gestão de resíduos sólidos se reflete nas emissões de resíduos, que somaram 6.543 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

No campo climático, as emissões totais de GEE caíram para 804.200 tCO₂e em 2024, recuando após picos expressivos em 2019 e 2023 (que chegou a 2,64 milhões de tCO₂e), mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 87. As emissões de energia, por sua vez, cresceram 74% na série, atingindo 32.888 tCO₂e em 2024, acima da mediana do país. Em contrapartida, a potência solar instalada triplicou desde 2019, chegando a 3 MW em 2024, acima da mediana nacional (960 kW), indicando avanço pontual em fontes renováveis que ainda não compensa o quadro geral de emissões.

Do ponto de vista hídrico, o município registrou 2 ocorrências de cheia em 2016 (acima da mediana nacional, que é zero) e nenhum registro de seca. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,058), sugerindo perspectiva relativamente favorável nesse quesito, desde que os investimentos em infraestrutura de água e esgoto sejam retomados com urgência para reverter o colapso observado na cobertura de água e a persistente inadequação na destinação de resíduos.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

3 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

0.9%

2022

0
98.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

15.7%

2021

10
14.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

22.4%

2022

42

Perda de água

SNIS/SINISA

28.3%

2022

54
42.4% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

49.0%

2022

14
15.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

50.5%

2022

7
12.3% no período

Emissões de GEE

SEEG

804.200 tCO₂e

2024

13
10.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.543 tCO₂e

2024

46
5.5% no período

Emissões de energia

SEEG

32.888 tCO₂e

2024

39
74.1% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

3 MW

2024

73
200.0% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

4.000

2035

88
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.