Ouro Preto do OesteRO
38.681 habitantes · IBGE 1100155
Resumo socioambiental
Ouro Preto do Oeste/RO apresenta cobertura de água de 77,9% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e bem superior à média do estado de Rondônia (56,9%), posicionando o município no percentil 52 do país. Houve avanço expressivo desde 2008, quando o índice era de 69,1%, com recuperação mais consistente a partir de 2017. Entretanto, esse ganho de cobertura convive com perda de água elevada, de 42,5% em 2022 — patamar bem acima da mediana nacional (29,9%) e que se manteve praticamente estável desde 2018, revelando ineficiência operacional que compromete parte do benefício da ampliação da rede.
No saneamento, a coleta domiciliar atinge 78,1% dos domicílios (2022), próxima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (78,0%), mas o destino inadequado de resíduos ainda afeta 19,8% dos domicílios, acima da mediana do país (14,9%), embora com queda relevante frente aos 24,9% de 2010. Essa parcela de destinação inadequada ajuda a explicar por que as emissões de resíduos do município, de 18.557 tCO₂e em 2024, seguem mais de três vezes acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), situando o município no percentil 82 do país nesse indicador.
O quadro de emissões totais de GEE é o ponto mais crítico do diagnóstico: 1.254.274 tCO₂e em 2024, no percentil 92 nacional, com trajetória marcada por forte volatilidade — pico de 5,27 milhões de tCO₂e em 2017, provavelmente associado a mudanças de uso da terra, seguido de recuo até o patamar atual, ainda 23,1% acima de 2010. As emissões de energia também cresceram 45,6% no período, chegando a 147.182 tCO₂e em 2024, seis vezes acima da mediana do país, indicando pressão crescente do setor energético sobre o balanço de carbono municipal.
Do ponto de vista hídrico, não há registros de cheias ou secas em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,058), posicionando o município no percentil 88 — um sinal positivo de resiliência futura que contrasta com os desafios atuais de eficiência na distribuição de água e gestão de resíduos, áreas que devem concentrar prioridade de investimento para consolidar os ganhos já obtidos em cobertura e reduzir a pegada de emissões do município.
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.9%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
42.5%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
78.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
19.8%
2022
Emissões de GEE
SEEG
1.254.274 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
18.557 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
147.182 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
4.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
