Pimenta BuenoRO
39.053 habitantes · IBGE 1100189
Resumo socioambiental
Pimenta Bueno/RO apresenta um quadro socioambiental marcado por avanços pontuais no abastecimento de água e uma defasagem estrutural grave no saneamento de esgoto, além de emissões de gases de efeito estufa em trajetória fortemente ascendente. A cobertura de água atingiu 92,9% em 2022, com crescimento de 12,2 pontos percentuais desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (56,9%), posicionando o município no percentil 75 do país. Em contraste, a coleta de esgoto estagna em 6,8% (2021) e o tratamento em 3,4% (2022), ambos muito abaixo da mediana nacional (87,8% e 37,7%, respectivamente), colocando o município nos percentis 5 e 29 — um dos piores desempenhos do país nesse quesito, ainda que ligeiramente acima da média estadual de coleta (12,8%). A perda de água na distribuição, de 44,4% em 2022, caiu 18,6 pontos desde 2008, mas seguiu com forte oscilação (chegando a 4,3% em 2020 e saltando para 60,6% em 2021), indicando instabilidade operacional no sistema, mesmo estando abaixo da média estadual (56,2%).
O baixo tratamento de esgoto é coerente com o percentual de destino inadequado de resíduos domiciliares, de 14,2% em 2022 — próximo da mediana nacional (14,9%) mas bem melhor que a UF (19,9%) — e com o crescimento de 37% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024, atingindo 16.562 tCO₂e, quase três vezes a mediana nacional (5.787 tCO₂e). Essa combinação sugere que, apesar da cobertura de coleta domiciliar relativamente boa (84,6% em 2022, acima da mediana nacional de 76,9%), a destinação final e o tratamento de efluentes permanecem como o principal gargalo ambiental do município.
O dado mais crítico do dossiê é a emissão total de GEE, que saltou de 2,3 milhões de tCO₂e em 2010 para 7,1 milhões de tCO₂e em 2024, alta de 203%, situando Pimenta Bueno no percentil 99 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e), embora ainda distante do total estadual (108,6 milhões). As emissões de energia também cresceram 45% no período, para 261.646 tCO₂e (percentil 92), acompanhando a expansão da potência instalada, sobretudo hidráulica, que saltou de 26 MW para 99 MW já em 2011 e permaneceu estável desde então.
Em recursos hídricos, o único registro de cheia ocorreu em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e próximo à média estadual (3,058), sinalizando vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento — especialmente tratamento de esgoto — como medida estruturante tanto para a saúde pública quanto para a mitigação de emissões associadas a resíduos e efluentes não tratados.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
112 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
92.9%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
6.8%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
3.4%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
44.4%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
84.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
14.2%
2022
Emissões de GEE
SEEG
7.108.672 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
16.562 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
261.646 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
