Porto VelhoRO
514.873 habitantes · IBGE 1100205
Resumo socioambiental
Porto Velho apresenta quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atinge apenas 41,8% dos domicílios (2022), ante mediana nacional de 76,5% e mesmo abaixo da mediana estadual de 56,9% (percentil 13), com trajetória de queda acentuada desde 2008, quando o índice era de 61,0%. A coleta de esgoto é ainda mais precária, com 6,4% (2021) frente a 87,8% de mediana nacional (percentil 5), e o tratamento de esgoto soma apenas 1,7% (2022) — menos da metade da mediana estadual de 9,7% e muito distante dos 37,7% nacionais. O município conta com apenas 1 ETE em operação (2020), no limite da mediana nacional, o que explica a estagnação do tratamento. Agrava esse cenário a perda de água na distribuição, de 77,3% (2022), no percentil 98 nacional — ou seja, entre os piores índices do país —, indicando ineficiência estrutural na rede que compromete tanto a universalização quanto a sustentabilidade financeira do sistema.
Do ponto de vista de resíduos sólidos, há avanço relativo: o destino inadequado de domicílios caiu para 8,1% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%) e estadual (19,9%), e a coleta domiciliar chega a 88,9%, acima das referências nacional e estadual. Contudo, esse ganho não se reflete nas emissões: as emissões de resíduos somaram 200.518 tCO₂e em 2024, com alta de 47,6% na década, situando o município no percentil 99 nacional — um descompasso entre a melhoria da destinação física dos resíduos e o desempenho climático do setor, possivelmente ligado à forma de disposição final ainda inadequada.
No campo energético e climático, Porto Velho é caso extremo: as emissões totais de GEE somaram 21,6 milhões de tCO₂e em 2024 (percentil 100 nacional), refletindo o peso da geração hidrelétrica de grande porte instalada no município — a potência hidráulica salta de 217 MW (2010) para 7.535 MW desde 2013, no percentil 100 nacional, associada a reservatórios de usinas como Santo Antônio e Jirau. A potência térmica fóssil (419 MW, percentil 98) também contribui para o perfil emissor, enquanto a geração solar, embora tenha dobrado em 2024 para 2 MW, permanece marginal na matriz local.
O investimento público registrado via PNCP foi de R$ 2,5 milhões (2025), sem variação anual e abaixo da mediana nacional de R$ 3,1 milhões, patamar incompatível com os déficits estruturais de saneamento identificados. A segurança hídrica projetada para 2035 é de 2,0, inferior tanto à mediana nacional (4,0) quanto à média estadual (3,058), no percentil 14 — sinal de que, sem ampliação significativa de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, o município tende a manter vulnerabilidade hídrica e ambiental nas próximas décadas.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
7.956 MW total
Investimento público
PNCP
R$ 2.5 mi
2025
Cobertura de água
SNIS/SINISA
41.8%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
6.4%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
1.7%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
77.3%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
88.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
8.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2024
Emissões de GEE
SEEG
21.613.892 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
200.518 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.493.930 tCO₂e
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
2.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
