Presidente MédiciRO

20.518 habitantes · IBGE 1100254

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Resumo socioambiental

Presidente Médici/RO apresenta quadro crítico de saneamento básico, com destaque negativo para a coleta de esgoto, que despencou de 39,4% (2020) para apenas 3,2% em 2021, uma queda de 91,6% no período. Esse valor posiciona o município no percentil 3 nacional, muito abaixo da mediana brasileira de 87,8% e mesmo da referência estadual de 12,8%. O tratamento de esgoto também é insuficiente, em 14,5% (2021), abaixo da mediana nacional de 37,7%, embora superior à referência de Rondônia (9,7%). A cobertura de água, em 57,6% (2022), ainda fica aquém da mediana nacional (76,5%), apesar de estar ligeiramente acima da média estadual (56,9%).

Um ponto de atenção adicional é a perda de água na distribuição, que atingiu 49,1% em 2022, com trajetória de piora constante desde 2014 (23,4%) — o município está no percentil 84 nacional, indicando desempenho pior que a grande maioria dos municípios brasileiros, embora ainda melhor que a média estadual (56,2%). Essa combinação de baixa cobertura de esgoto, elevado desperdício de água tratada e destinação inadequada de resíduos domiciliares (32,8% em 2022, percentil 78) sugere fragilidade estrutural na gestão dos serviços de saneamento, com possíveis impactos sobre saúde pública e qualidade dos recursos hídricos locais.

Em relação às emissões de gases de efeito estufa, o município registrou 1.058.477 tCO₂e em 2024, valor muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando-o no percentil 90 — entre os municípios mais emissores do país, mesmo distante da magnitude estadual. As emissões de resíduos, embora tenham recuado 7,6% desde 2010 (de 9.863 para 9.113 tCO₂e), permanecem acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), o que é coerente com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto identificada. As emissões de energia também caíram (-6,0% desde 2010), mas ainda superam a mediana nacional.

Por outro lado, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana nacional e supera a referência estadual (3,058), indicando potencial de resiliência hídrica futura caso os investimentos em infraestrutura de saneamento sejam retomados. Não há registros de eventos de cheia ou seca em 2016, mas a série histórica limitada impede conclusões sobre risco climático recente. Em síntese, o município enfrenta desafios simultâneos de infraestrutura sanitária deficiente e emissões elevadas, exigindo priorização de investimentos em coleta e tratamento de esgoto, redução de perdas hídricas e gestão de resíduos sólidos.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

57.6%

2022

27
16.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

3.2%

2021

3
91.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

14.5%

2021

5.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

49.1%

2022

16
8.0% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

66.5%

2022

34
17.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

32.8%

2022

22
24.0% no período

Emissões de GEE

SEEG

1.058.477 tCO₂e

2024

10
19.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.113 tCO₂e

2024

35
7.6% no período

Emissões de energia

SEEG

55.659 tCO₂e

2024

28
6.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

4.000

2035

88
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.