Rio CrespoRO
3.753 habitantes · IBGE 1100262
Resumo socioambiental
Rio Crespo/RO apresenta quadro socioambiental crítico no saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 20,1% em 2022, valor que coloca o município no percentil 3 do país — muito distante da mediana nacional de 76,5% e também da própria média estadual (56,9%). A perda de água, embora tenha recuado para 43,9% em 2022 (queda de 27,4% desde 2008), ainda supera a mediana nacional de 29,9%, indicando ineficiência relevante na distribuição, ainda que o desempenho esteja melhor que a média de Rondônia (56,2%).
O cenário de esgotamento sanitário é o ponto mais grave do município. Apenas 42,1% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), muito abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (78,0%), posicionando Rio Crespo no percentil 9 nacional. Mais preocupante é o destino inadequado de resíduos domiciliares, que atinge 56,4% dos domicílios — quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e o percentil 96, ou seja, entre os piores do Brasil. Essa deficiência sanitária tem reflexo direto nas emissões de resíduos, que cresceram 22,4% entre 2010 e 2024, chegando a 2.004 tCO₂e, evidenciando que o manejo inadequado de dejetos e lixo continua pressionando as emissões locais, apesar de o volume ainda ser inferior à mediana nacional (5.787 tCO₂e).
Em contrapartida, as emissões totais de GEE caíram significativamente, de 1,8 milhão tCO₂e (2023) para 611.698 tCO₂e em 2024, recuo de 32,2% desde 2010 — movimento provavelmente associado a variações no uso da terra, típicas do bioma amazônico, e não a políticas estruturais de mitigação. Ainda assim, o município permanece no percentil 83 nacional, com emissões muito superiores à mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia, por sua vez, triplicaram no período (+209%), alcançando 9.027 tCO₂e em 2024, sinalizando aumento do consumo energético local, embora ainda abaixo da mediana nacional.
Quanto à segurança hídrica, o índice de 3,000 (projeção 2035) fica abaixo da mediana nacional (4,000), mas próximo à média estadual (3,058), sugerindo vulnerabilidade compatível com o contexto regional. Não há registros de eventos de cheia ou seca na série disponível (2016), mas a curta janela temporal limita conclusões. Em síntese, o município enfrenta desafios estruturais graves em saneamento — especialmente esgotamento sanitário e destino de resíduos —, que demandam investimento prioritário, enquanto a trajetória de emissões totais sugere maior estabilidade recente, ainda que sob forte influência de fatores externos ao controle municipal direto.
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
20.1%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
43.9%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
42.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
56.4%
2022
Emissões de GEE
SEEG
611.698 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.004 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
9.027 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
