Rolim de MouraRO
62.559 habitantes · IBGE 1100288
Resumo socioambiental
Rolim de Moura/RO apresenta um quadro socioambiental marcado por avanços no abastecimento de água, mas déficits estruturais graves em esgotamento sanitário e uma trajetória preocupante de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 82,9% em 2022, com crescimento de +13,0% desde 2008 e desempenho acima da mediana nacional (76,5%) e muito superior à média estadual (56,9%), posicionando o município no percentil 60. A perda de água na distribuição também mostrou melhora expressiva, caindo para 22,3% em 2022 (redução de -59,5% frente a 2008), abaixo da mediana nacional (29,9%) e bem inferior à UF (56,2%), indicando ganhos reais de eficiência operacional no sistema.
O esgotamento sanitário, no entanto, permanece crítico. A coleta de esgoto está estagnada em apenas 2,9% (2021), muito distante da mediana nacional de 87,8% e mesmo da UF (12,8%), colocando o município no percentil 3 — um dos piores indicadores do dossiê. O tratamento de esgoto, de 2,7% em 2022, recuou -51,4% desde 2013, refletindo a existência de apenas 1 ETE no município (2020), mesmo número da mediana nacional, mas insuficiente diante da demanda. Essa lacuna de infraestrutura ajuda a explicar o crescimento de +42,3% nas emissões de resíduos (38.353 tCO₂e em 2024), muito acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), sugerindo que a ausência de tratamento adequado de esgoto e a gestão de resíduos sólidos são vetores conjuntos de pressão ambiental.
Do lado da gestão de resíduos sólidos domiciliares, há sinais positivos: o destino inadequado caiu para 12,9% em 2022 (-24,2% desde 2010), abaixo da mediana nacional (14,9%), e a coleta domiciliar alcançou 86,5%, superando tanto a mediana nacional (76,9%) quanto a UF (78,0%). Contudo, o município conta com apenas 1 unidade de destinação (2025), abaixo da UF (2 unidades).
O ponto mais crítico do dossiê é o total de emissões de GEE, que somou 989.652 tCO₂e em 2024, com alta de +14,3% no ano, mas after um pico de 2.916.281 tCO₂e em 2023 — trajetória de crescimento de +14,3% desde 2010, muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Rolim de Moura no percentil 89. As emissões de energia também cresceram +41,8%, atingindo 136.144 tCO₂e, valor muito superior à mediana nacional (18.929 tCO₂e), mesmo com potência térmica fóssil estável em apenas 1 MW. Esse cenário, somado ao índice de segurança hídrica de 3,000 (2035), abaixo da mediana nacional (4,000), reforça a necessidade de investimentos prioritários em saneamento e mitigação de emissões para reduzir vulnerabilidades socioambientais futuras.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
1 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
82.9%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
2.9%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
2.7%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
22.3%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
12.9%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Emissões de GEE
SEEG
989.652 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
38.353 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
136.144 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
