Santa Luzia D'OesteRO

7.877 habitantes · IBGE 1100296

IA

Resumo socioambiental

Santa Luzia D'Oeste apresenta quadro de saneamento básico crítico e distante da realidade nacional. A cobertura de água atende apenas 42,0% dos domicílios em 2022, bem abaixo da mediana brasileira (76,5%) e da média estadual (56,9%), posicionando o município no percentil 13 — entre os piores do país. Chama atenção a trajetória recente: após atingir 51,4% em 2020, a cobertura recuou para 42,0% em 2022, revertendo parte do ganho acumulado desde 2008. A perda de água na distribuição, embora tenha caído significativamente desde 2008 (-40,1% no período, chegando a 35,1% em 2022), ainda supera a mediana nacional (29,9%) e sinaliza ineficiência operacional que compromete a ampliação do acesso.

O esgotamento sanitário é o ponto mais grave do diagnóstico. Apenas 47,4% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), contra mediana nacional de 76,9% e estadual de 78,0% — percentil 13. Como consequência direta, 49,3% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos, taxa mais de três vezes superior à mediana do país (14,9%) e à de Rondônia (19,9%), colocando o município no percentil 92, ou seja, entre os piores cenários sanitários nacionais. Essa combinação de baixa cobertura de água, perdas elevadas e esgotamento precário expõe a população a riscos sanitários e ambientais relevantes, exigindo investimento prioritário em infraestrutura de saneamento.

Quanto às emissões de GEE, o município registrou 638.854 tCO₂e em 2024, valor muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), embora represente forte queda frente ao pico atípico de 2.319.012 tCO₂e em 2023. As emissões de energia cresceram 64,0% desde 2010, atingindo 17.783 tCO₂e em 2024, próximas da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Em contraponto positivo, as emissões de resíduos vêm caindo (-11,0% desde 2010, para 4.377 tCO₂e em 2024), ficando abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e) — resultado coerente com a baixa cobertura de coleta de esgoto, que reduz a geração de resíduos tratados mas não resolve o problema sanitário subjacente.

Em relação a riscos hídricos, o município registrou apenas 1 evento de cheia em 2016 e nenhuma seca observada no mesmo ano, indicando exposição pontual a desastres naturais nesse recorte. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,058), posicionando o município no percentil 88 — um indicativo favorável para o planejamento hídrico de longo prazo, que deve ser conciliado com os investimentos urgentes em saneamento básico para garantir resultados sustentáveis.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

42.0%

2022

13
5.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

35.1%

2022

38
40.1% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

47.4%

2022

13
13.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

49.3%

2022

8
15.3% no período

Emissões de GEE

SEEG

638.854 tCO₂e

2024

16
20.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.377 tCO₂e

2024

59
11.0% no período

Emissões de energia

SEEG

17.783 tCO₂e

2024

51
64.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

4.000

2035

88
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.