VilhenaRO
108.528 habitantes · IBGE 1100304
Resumo socioambiental
Vilhena/RO apresenta situação ambivalente entre saneamento e emissões. A cobertura de água atingiu 99,8% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (56,9%), colocando o município no percentil 88. Entretanto, a perda de água na distribuição saltou de patamares residuais (1,1% em 2009) para 66,7% em 2022, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto o valor da UF (56,2%), no percentil 95 — ou seja, entre os piores do país. Esse quadro indica que a ampliação ou manutenção da cobertura não veio acompanhada de eficiência operacional, sugerindo perdas físicas ou de gestão na rede que merecem auditoria técnica prioritária.
Na gestão de resíduos sólidos, o município está relativamente bem posicionado: 90,5% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da UF (78,0%), enquanto o destino inadequado caiu para 5,2%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e do estado (19,9%), no percentil 25 (favorável). Contudo, há apenas 1 unidade de destinação registrada em 2025, e as emissões de resíduos cresceram 45,8% desde 2010, chegando a 41.297 tCO₂e em 2024 — mais de sete vezes a mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 92. Essa combinação de boa cobertura de coleta com emissões elevadas sugere que o destino final, mesmo formalmente adequado, ainda gera impacto climático significativo, possivelmente por disposição em aterro sem aproveitamento energético do biogás.
O indicador mais crítico é o de emissões totais de GEE, que cresceram 641,7% entre 2010 e 2024, atingindo 4.106.999 tCO₂e, muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 98. As emissões de energia também são expressivas (917.358 tCO₂e, percentil 98), refletindo forte dependência de fontes térmicas fósseis (27 MW instalados, estáveis desde 2010) frente a uma capacidade solar irrisória (1 MW, sem crescimento desde 2010). A matriz elétrica local, portanto, não acompanhou a transição energética observada em outros municípios, mesmo com potencial hidráulico relevante (25 MW, percentil 69) já consolidado.
Por fim, o índice de segurança hídrica de Vilhena (3,0 em cenário projetado para 2035) está abaixo da mediana nacional (4,0), embora próximo do valor estadual (3,058), indicando vulnerabilidade futura moderada. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a ausência de dados recentes limita a análise de risco hidroclimático. Em síntese, o município combina avanços notáveis em cobertura de saneamento com desafios estruturais graves em eficiência hídrica, matriz energética e trajetória de emissões, exigindo investimentos direcionados à redução de perdas de água e à diversificação para fontes renováveis.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
53 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
99.8%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
66.7%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Emissões de GEE
SEEG
4.106.999 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
41.297 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
917.358 tCO₂e
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
