São Miguel do GuaporéRO

22.267 habitantes · IBGE 1100320

IA

Resumo socioambiental

São Miguel do Guaporé/RO apresenta um quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 26,4% em 2022, com crescimento expressivo de +90,2% desde 2008, mas ainda distante da mediana nacional (76,5%) e da própria UF (56,9%), posicionando o município no percentil 5 — entre os piores do país. A perda de água, por sua vez, chegou a 41,9% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%), embora abaixo do patamar da UF (56,2%); a série mostra oscilações fortes, com pico de 66,3% em 2014, indicando fragilidade histórica na gestão da infraestrutura hídrica.

O esgotamento sanitário reforça o cenário preocupante: apenas 55,1% dos domicílios tinham coleta de lixo adequada em 2022 (percentil 20), enquanto o destino inadequado de resíduos domiciliares atingiu 44,3%, quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e bem acima da UF (19,9%), colocando o município no percentil 89 — entre os piores do Brasil nesse quesito. Essa deficiência sanitária dialoga com as emissões de resíduos, que somaram 11.913 tCO₂e em 2024, superiores à mediana nacional (5.787 tCO₂e), evidenciando que o descarte inadequado tem reflexo direto no perfil de emissões do município.

Do ponto de vista climático, houve uma queda abrupta nas emissões totais de GEE, de 1.936.945 tCO₂e (2023) para 43.452 tCO₂e em 2024, sugerindo forte redução em uso da terra e mudança de cobertura vegetal, historicamente o principal driver das emissões locais. Ainda assim, as emissões de energia mantêm-se em patamar elevado (44.796 tCO₂e em 2024, percentil 68), com trajetória de queda mais lenta desde 2017. A segurança hídrica, com índice de 2,0 (2035), fica bem abaixo da mediana nacional (4,0) e da UF (3,058), no percentil 14, sinalizando vulnerabilidade estrutural que exige atenção prioritária dos gestores.

Em síntese, o município combina baixíssima cobertura de água e esgoto, alta perda hídrica e destinação inadequada de resíduos, fatores que juntos pressionam tanto a saúde pública quanto o desempenho ambiental. A queda recente nas emissões totais é positiva, mas não deve mascarar os desafios estruturais de saneamento e segurança hídrica, que seguem como prioridades urgentes de investimento público.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

26.4%

2022

5
90.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

41.9%

2022

26
2.3% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

55.1%

2022

20
21.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

44.3%

2022

11
18.8% no período

Emissões de GEE

SEEG

43.452 tCO₂e

2024

82
128.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.913 tCO₂e

2024

28
6.4% no período

Emissões de energia

SEEG

44.796 tCO₂e

2024

32
30.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

2.000

2035

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.