Nova MamoréRO

28.496 habitantes · IBGE 1100338

IA

Resumo socioambiental

Nova Mamoré apresenta quadro socioambiental crítico em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 15,0% em 2022 — ainda que em recuperação recente, permanece muito distante da mediana nacional (76,5%) e da própria UF (56,9%), posicionando o município no percentil 2 do país. A perda de água na distribuição, de 63,3% em 2022, é mais que o dobro da mediana nacional (29,9%), colocando o município no percentil 94 (pior extremo). Esse cenário indica não apenas baixo acesso, mas também ineficiência grave na rede existente, o que compromete a universalização e onera os custos operacionais.

O quadro de esgotamento sanitário segue padrão semelhante: apenas 48,7% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (78,0%), enquanto 50,8% dos domicílios têm destinação inadequada de esgoto — mais que o triplo da mediana nacional (14,9%), no percentil 93. A combinação de baixa coleta e alto descarte inadequado tende a gerar impactos diretos em saúde pública e em corpos hídricos, além de se refletir nas emissões de resíduos, que somaram 15.101 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e) e em alta de 24,2% desde 2010.

Do ponto de vista climático, o município se destaca como emissor expressivo de GEE: 7,83 milhões de tCO₂e em 2024 (percentil 99 nacional), embora com queda acentuada frente ao pico de 2017 (25,5 milhões de tCO₂e), sugerindo forte influência de mudanças no uso da terra e desmatamento associado, típicas da dinâmica amazônica. As emissões de energia (66.078 tCO₂e) e resíduos também superam a mediana nacional, evidenciando pressão ambiental em múltiplas frentes, sem contrapartida relevante em geração renovável: a potência solar instalada está estagnada em 20 kW desde 2010, muito aquém da mediana nacional (960 kW), enquanto a matriz local ainda depende de 3 MW de geração térmica fóssil.

Em recursos hídricos, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) e próximo ao valor da UF (3,058), sinalizando vulnerabilidade futura. Combinados, os indicadores mostram que Nova Mamoré enfrenta desafios estruturais simultâneos — baixa cobertura de saneamento, alta perda de água, elevado descarte inadequado de esgoto e forte pegada de carbono —, o que exige investimento coordenado em infraestrutura de água e esgoto e em fontes renováveis para reverter a trajetória observada.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

3 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

15.0%

2022

2
24.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

63.3%

2022

6
27.5% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

48.7%

2022

14
3.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

50.8%

2022

7
4.2% no período

Emissões de GEE

SEEG

7.825.954 tCO₂e

2024

1
47.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

15.101 tCO₂e

2024

22
24.2% no período

Emissões de energia

SEEG

66.078 tCO₂e

2024

25
39.4% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

20 kW

2024

4
0.0% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.