Alvorada D'OesteRO
13.837 habitantes · IBGE 1100346
Resumo socioambiental
Alvorada D'Oeste apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços relevantes em esgotamento sanitário contrastando com fragilidades em abastecimento de água e emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água caiu para 52,3% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e mesmo da média estadual (56,9%), posicionando o município no percentil 22 do país — um recuo de 2,0% frente ao início da série e distante do pico de 63,8% registrado em 2019. Em contrapartida, a coleta de esgoto evoluiu de forma expressiva, saltando de 49,6% (2007) para 95,5% em 2021, superando tanto a mediana nacional (87,8%) quanto, com grande margem, a média de Rondônia (12,8%), e o tratamento de esgoto também se destaca em 83,8% (2022), muito acima da mediana do país (37,7%) e da UF (9,7%), colocando o município no percentil 80. A perda de água na distribuição também é comparativamente baixa, em 15,4% (2022), bem inferior à mediana nacional (29,9%) e à estadual (56,2%), indicando gestão operacional relativamente eficiente da rede.
Essa aparente qualidade na infraestrutura formal de saneamento, porém, não se traduz integralmente no acesso domiciliar: apenas 59,2% dos domicílios têm coleta de esgoto segundo o Censo (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (78,0%), enquanto o destino inadequado de dejetos ainda atinge 39,6% dos domicílios, patamar bem superior à mediana nacional (14,9%) e à média estadual (19,9%), embora tenha recuado desde 2010 (48,9%). Essa lacuna entre a cobertura formal do sistema público e a realidade domiciliar sugere que parte da população permanece à margem da rede coletora, mesmo com os investimentos aparentes em tratamento.
No campo das emissões, o quadro é preocupante: as emissões totais de GEE dispararam para 1.762.486 tCO₂e em 2024, um crescimento de 148,6% desde 2010, colocando o município no percentil 94 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e), embora ainda distante da magnitude estadual. Esse salto, concentrado principalmente a partir de 2023, contrasta com a trajetória de queda nas emissões de resíduos (-15,5%, para 8.995 tCO₂e) e de energia (-63,6%, para 26.371 tCO₂e), sugerindo que o aumento expressivo está associado a outros setores, provavelmente mudança de uso da terra ou agropecuária, não diretamente ligados ao saneamento.
Por fim, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3,000) fica abaixo da mediana nacional (4,000), embora próximo da média estadual (3,058), reforçando a necessidade de atenção contínua ao abastecimento de água, cuja cobertura já vem em trajetória de queda. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a ausência de dados recentes limita a avaliação de riscos hidrológicos atuais. Em síntese, o município avançou singularmente no tratamento de esgoto, mas enfrenta desafios simultâneos de queda na cobertura de água, exclusão domiciliar do sa
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
52.3%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
95.5%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
83.8%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
15.4%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
59.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
39.6%
2022
Emissões de GEE
SEEG
1.762.486 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.995 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
26.371 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
