Alto Alegre dos ParecisRO

12.263 habitantes · IBGE 1100379

IA

Resumo socioambiental

Alto Alegre dos Parecis/RO apresenta um quadro de saneamento básico crítico, distante dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 27,2% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do próprio estado (56,9%), posicionando o município no percentil 5 do país — entre os piores do Brasil nesse indicador. A coleta de esgoto domiciliar também é baixa, com 43,8% dos domicílios atendidos (2022), ante mediana nacional de 76,9%, enquanto o destino inadequado de dejetos chega a 55,2%, quase quatro vezes a mediana brasileira (14,9%) e a colocação no percentil 95 (pior faixa do país). Apesar da melhora histórica desde 2010 (quando o destino inadequado era 62,6%), o ritmo de avanço é insuficiente para aproximar o município dos padrões estaduais e nacionais.

Um ponto positivo é a perda de água na distribuição, que caiu para 17,2% em 2022, abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (56,2%), sugerindo eficiência operacional na rede existente, mesmo com baixa cobertura. Essa combinação — pouca água tratada distribuída, mas com perdas controladas — indica que o gargalo principal está na expansão da infraestrutura, não na gestão do sistema atual.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 1.299.677 tCO₂e em 2024, quase o dobro do valor de 2010, com picos expressivos em 2021 (3,9 milhões tCO₂e) e 2023 (3,3 milhões tCO₂e), refletindo forte variabilidade provavelmente associada a mudanças de uso da terra. O município está no percentil 92 nacional, evidenciando emissões muito superiores à mediana do país (138.513 tCO₂e), embora ainda distante da magnitude da UF como um todo. As emissões de resíduos (6.016 tCO₂e em 2024) ficam próximas da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 51), indicando que a precariedade do saneamento ainda não se traduz em emissões desproporcionais nesse setor, mas o descarte inadequado de esgoto pode representar risco ambiental e sanitário não capturado plenamente pelas métricas de GEE.

Em segurança hídrica, o índice de 3,000 (2035) fica abaixo da mediana nacional (4,000), mas é comparável à média estadual (3,058), sugerindo um desafio estrutural compartilhado com outros municípios de Rondônia. Não há registros de cheias ou secas reportados (2016), o que pode refletir tanto ausência de eventos quanto limitações no monitoramento local. Em síntese, o município enfrenta um déficit estrutural de saneamento que exige investimento prioritário em cobertura de água e esgoto, área em que os indicadores de eficiência (perdas) mostram que a gestão técnica não é o principal obstáculo — mas sim a ausência de infraestrutura de acesso à população.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

27.2%

2022

5
138.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.2%

2022

82

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

43.8%

2022

10
17.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

55.2%

2022

5
11.9% no período

Emissões de GEE

SEEG

1.299.677 tCO₂e

2024

8
79.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.016 tCO₂e

2024

49
10.9% no período

Emissões de energia

SEEG

18.963 tCO₂e

2024

50
61.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.