Alto ParaísoRO

17.463 habitantes · IBGE 1100403

IA

Resumo socioambiental

Alto Paraíso/RO apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 12,4% em 2022, contra mediana nacional de 76,5% e média estadual de 56,9% — o município figura no percentil 1, ou seja, entre os piores do país nesse quesito, apesar do salto de +15,5% em relação a 2021. A perda de água, embora tenha caído de patamares acima de 70% na década anterior para 34,3% em 2022, ainda supera a mediana nacional (29,9%), evidenciando ineficiência operacional mesmo diante da baixíssima cobertura.

O cenário de esgotamento sanitário é igualmente preocupante: apenas 53,3% dos domicílios têm coleta de resíduos (Censo 2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (78,0%), posicionando o município no percentil 18. Mais grave é o destino inadequado de resíduos domiciliares, que atinge 45,8% dos domicílios — mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e quase o dobro da média estadual (19,9%), colocando Alto Paraíso no percentil 90 (entre os piores do Brasil). Essa combinação de baixa coleta e destino inadequado ajuda a explicar o crescimento de +25,8% nas emissões de resíduos desde 2010, que em 2024 somaram 6.964 tCO₂e, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

Em emissões totais de GEE, o município registrou 2.051.286 tCO₂e em 2024, com queda de -15,7% frente a 2023, mas ainda 14 vezes acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando-o no percentil 95 — entre os municípios mais emissores do país, provavelmente por uso do solo e atividades agropecuárias, dado o padrão típico de Rondônia. As emissões de energia também cresceram (+26,4% desde 2010, chegando a 27.103 tCO₂e em 2024), acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, mas o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e ligeiramente inferior à média estadual (3,058), sinalizando vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos estruturais em água e esgoto para reverter o quadro de precariedade sanitária identificado.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

12.4%

2022

1
15.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

34.3%

2022

39
55.3% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

53.3%

2022

18
25.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

45.8%

2022

10
20.4% no período

Emissões de GEE

SEEG

2.051.286 tCO₂e

2024

5
15.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.964 tCO₂e

2024

44
25.8% no período

Emissões de energia

SEEG

27.103 tCO₂e

2024

42
26.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.