BuritisRO

30.729 habitantes · IBGE 1100452

IA

Resumo socioambiental

Buritis/RO apresenta quadro de saneamento básico crítico frente ao restante do país. A cobertura de água atingiu 25,2% em 2022, com salto expressivo de 546,4% desde 2016, mas ainda muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (56,9%), posicionando o município no percentil 4 — entre os piores do Brasil. A perda de água, por outro lado, caiu para 13,8% em 2022, resultado positivo (queda de 80% em relação a 2016) e melhor que a mediana nacional (29,9%) e que Rondônia (56,2%), indicando que, apesar da baixa cobertura, a rede existente é operada com relativa eficiência.

O manejo de resíduos sólidos é o ponto mais preocupante do dossiê. Apenas 68,5% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (78,0%), enquanto 30,4% dos domicílios ainda têm destino inadequado de resíduos — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e acima do estado (19,9%), colocando Buritis no percentil 75 (pior extremo) nesse indicador. Essa fragilidade se reflete nas emissões de resíduos, que subiram 26,8% desde 2010 e alcançaram 17.552 tCO₂e em 2024, valor muito superior à mediana nacional (5.787 tCO₂e), evidenciando uma relação direta entre baixa cobertura de coleta/destino inadequado e aumento das emissões desse setor.

No balanço geral de emissões de GEE, o município caiu de forma acentuada em 2024, para 2.172.491 tCO₂e (-58,5% frente a 2010), após pico de mais de 12 milhões de tCO₂e em 2015 — provavelmente associado à dinâmica de uso da terra, comum na Amazônia Legal. Ainda assim, o valor permanece muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mantendo o município no percentil 95 (entre os maiores emissores do país), embora bem abaixo do total estadual (108,6 milhões de tCO₂e). As emissões de energia também recuaram 55,8% desde 2010, para 81.545 tCO₂e em 2024, mas seguem acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em geração solar, Buritis mantém 5 MW instalados desde 2022, estagnados, mas ainda superiores à mediana nacional (960 kW), no percentil 80. Já a segurança hídrica projetada é preocupante: índice de 2,000 para 2035, metade da mediana nacional (4,000) e abaixo da UF (3,058), no percentil 14 — sinal de que, apesar dos avanços recentes em perdas de água, o município precisará de investimentos estruturais robustos em abastecimento, coleta e destinação de resíduos para reduzir vulnerabilidades ambientais e sociais futuras.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

5 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

25.2%

2022

4
546.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

13.8%

2022

88
80.0% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.5%

2022

37
6.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

30.4%

2022

25
14.2% no período

Emissões de GEE

SEEG

2.172.491 tCO₂e

2024

5
58.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

17.552 tCO₂e

2024

18
26.8% no período

Emissões de energia

SEEG

81.545 tCO₂e

2024

22
55.8% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

5 MW

2024

80
0.0% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

2.000

2035

14
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.