Novo Horizonte do OesteRO
8.056 habitantes · IBGE 1100502
Resumo socioambiental
Novo Horizonte do Oeste/RO apresenta déficits estruturais graves em saneamento básico, situação que exige atenção prioritária dos gestores. A cobertura de água atingiu apenas 16,9% dos domicílios em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (56,9%), posicionando o município no percentil 2 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A coleta de resíduos também é limitada, alcançando 45,5% dos domicílios em 2022 (percentil 11 nacional), enquanto o destino inadequado de resíduos ainda atinge 53,9% das residências, patamar muito superior à mediana nacional (14,9%) e que coloca o município no percentil 95 — entre os piores do país nesse indicador, apesar da melhora em relação a 2010 (66,2%).
Um ponto positivo é a perda de água na distribuição, que caiu de patamares críticos (97,5% em 2010) para 24,1% em 2022, valor já próximo da mediana nacional (29,9%) e melhor que a média estadual (56,2%), indicando avanços na gestão operacional do sistema, mesmo com a baixa cobertura geral. Essa combinação sugere que a infraestrutura existente vem sendo mais bem aproveitada, mas sua abrangência continua insuficiente para atender à maior parte da população.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 467.639 tCO₂e em 2024, com queda de 11,7% frente ao ano anterior, mas ainda distantes da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo o peso do uso da terra e da agropecuária típico da região amazônica. As emissões de resíduos, por outro lado, mostram-se relativamente controladas: 3.548 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), o que é coerente com o pequeno porte populacional do município, ainda que contraste com os indicadores precários de destinação de resíduos domiciliares. Já as emissões de energia cresceram 26,8% na série, atingindo 15.041 tCO₂e em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), mas em trajetória de alta que merece monitoramento.
Em segurança hídrica, o índice projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana nacional e supera a média do Rondônia (3,058), posicionando o município no percentil 88 — um sinal relativamente positivo para o futuro, desde que investimentos em infraestrutura de água e esgoto acompanhem essa expectativa. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a ausência de dados mais recentes limita a análise de riscos hidrológicos atuais. Em síntese, o município apresenta desafios estruturais relevantes em saneamento, especialmente na universalização do acesso à água e ao manejo adequado de resíduos, ainda que mostre eficiência crescente na operação hídrica e emissões per capita moderadas em resíduos e energia.
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
16.9%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
24.1%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
45.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
53.9%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2012
Emissões de GEE
SEEG
467.639 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.548 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
15.041 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
4.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
