CacaulândiaRO
4.345 habitantes · IBGE 1100601
Resumo socioambiental
Cacaulândia/RO apresenta um quadro socioambiental de contrastes acentuados. No saneamento, o município se destaca positivamente em coleta e tratamento de esgoto, ambos em 100,0% (2021 e 2022, respectivamente), muito acima das medianas nacionais de 87,8% e 37,7% e das médias de Rondônia, posicionando o município no percentil 100 nesses dois indicadores. Por outro lado, a cobertura de água é crítica: apenas 23,2% dos domicílios têm acesso (2022), bem abaixo da mediana nacional de 76,5% e da própria UF (56,9%), colocando o município no percentil 4 — um dos piores do país nesse quesito, apesar de ter recuperado de mínimas históricas (8,5% em 2013) e de a perda de água ter caído para 26,8%, valor agora melhor que a mediana nacional (29,9%) e muito inferior à média estadual (56,2%).
A gestão de resíduos sólidos ainda é um ponto crítico: o destino inadequado atinge 52,9% dos domicílios (2022), quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e acima da média de Rondônia (19,9%), situando o município no percentil 94 (pior extremo). Apesar da melhora de 17,7% em relação a 2010, a coleta de resíduos domiciliares cobre apenas 45,6% dos domicílios, também distante da mediana nacional (76,9%). Curiosamente, as emissões de resíduos (3.755 tCO₂e em 2024) estão abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), sugerindo que o problema é mais de gestão e destinação do que de volume absoluto gerado.
O indicador mais alarmante é o de emissões totais de GEE, que somaram 1.438.853 tCO₂e em 2024 — dez vezes a mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 93. Embora tenha havido queda expressiva frente ao pico de 3.332.714 tCO₂e em 2023, a série histórica mostra crescimento de 31,7% desde 2010, puxado provavelmente por uso da terra e agropecuária, já que as emissões de energia (5.590 tCO₂e) e resíduos permanecem em patamares baixos e condizentes com o porte do município. Essa dinâmica é típica de municípios amazônicos com forte pressão sobre uso do solo.
Por fim, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 2,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e da média estadual (3,058), no percentil 14 — um sinal de alerta para o planejamento de longo prazo, especialmente considerando a baixa cobertura atual de água tratada. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (2016), mas a ausência de dados recentes limita a análise de risco hidroclimático. Em síntese, Cacaulândia avançou de forma notável em esgotamento sanitário, mas enfrenta desafios estruturais graves em abastecimento de água, destinação de resíduos e controle de emissões vinculadas ao uso da terra, exigindo prioridade de investimentos nessas frentes.
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
23.2%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2021
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
26.8%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
45.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
52.9%
2022
Emissões de GEE
SEEG
1.438.853 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.755 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
5.590 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
2.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
