Campo Novo de RondôniaRO

9.225 habitantes · IBGE 1100700

IA

Resumo socioambiental

Campo Novo de Rondônia apresenta quadro de saneamento crítico e destoante do restante do país. A cobertura de água atingiu apenas 25,3% dos domicílios em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (56,9%), posicionando o município no percentil 4 — entre os piores do Brasil. Mais grave ainda é a perda de água, que saltou de 0% (mantida assim entre 2013 e 2021) para 53,5% em 2022, um salto de 435% em um único ano, superando a mediana nacional (29,9%) e ficando próxima do patamar estadual (56,2%), no percentil 87. Essa combinação de baixa cobertura com alta perda sugere problemas estruturais na rede de distribuição e possível falha de medição ou registro nos anos anteriores, que merecem verificação técnica local.

O quadro de manejo de resíduos é igualmente preocupante. A coleta domiciliar atende apenas 31,5% dos domicílios (2022), ante mediana nacional de 76,9% e estadual de 78,0% (percentil 4), enquanto o destino inadequado de resíduos atinge 68,0% dos domicílios — muito acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (19,9%), colocando o município no percentil 99, ou seja, entre os piores do país nesse indicador. Ainda assim, as emissões de resíduos (5.037 tCO₂e em 2024) ficam próximas da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 45), o que indica que o problema é predominantemente de cobertura de serviço público e destinação inadequada, não necessariamente de volume absoluto de emissões associadas.

Em relação ao clima, as emissões totais de GEE caíram de 5.444.842 tCO₂e (2023) para 2.204.206 tCO₂e em 2024, recuo de 48,6% no último ano, embora o município permaneça no percentil 95 nacional, refletindo o peso histórico de emissões ligadas a mudança de uso da terra, muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e ainda distante da magnitude estadual (108.604.257 tCO₂e). Em contraponto, as emissões de energia cresceram 83,2% na década (de 20.022 para 36.676 tCO₂e), superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e situando o município no percentil 63, tendência que merece monitoramento diante da queda nas emissões totais.

Não há registros de cheias ou secas em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) mas equivalente ao valor estadual (3,058), no percentil 50. Diante desse cenário, a prioridade de gestão deveria recair sobre a ampliação da cobertura de água e coleta de resíduos e a investigação da perda hídrica, indicadores em que o município está entre os mais críticos do Brasil, ao passo que a trajetória de queda nas emissões totais representa um ponto positivo a ser consolidado.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

25.3%

2022

4
0.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

53.5%

2022

13
435.0% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

31.5%

2022

4
16.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

68.0%

2022

1
6.7% no período

Emissões de GEE

SEEG

2.204.206 tCO₂e

2024

5
48.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.037 tCO₂e

2024

55
2.6% no período

Emissões de energia

SEEG

36.676 tCO₂e

2024

37
83.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.