Candeias do JamariRO
24.163 habitantes · IBGE 1100809
Resumo socioambiental
Candeias do Jamari/RO apresenta quadro socioambiental preocupante em 2022, com destaque negativo para o saneamento básico. A cobertura de água atingiu 63,8% em 2022, com salto expressivo de +11,7 p.p. em relação a 2021, revertendo uma trajetória de estagnação e queda observada desde 2008. Ainda assim, o município permanece abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (56,9% — ligeiramente superado), posicionando-se no percentil 35. Mais grave é a perda de água, que chegou a 67,9% em 2022, quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e acima do patamar estadual (56,2%), colocando o município no percentil 96 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação sugere que o esforço recente de ampliação da cobertura não veio acompanhado de melhoria na eficiência da rede, o que compromete a sustentabilidade do avanço.
No saneamento de esgoto, a coleta domiciliar atingiu 63,3% em 2022 (percentil 30, abaixo da mediana nacional de 76,9% e do patamar estadual de 78,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos ainda atinge 30,7% dos domicílios — patamar duas vezes superior à mediana nacional (14,9%) e bem acima da média de RO (19,9%), apesar da redução expressiva de -31,0% desde 2010. Essa lacuna estrutural em coleta e destinação adequada ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que alcançaram 8.660 tCO₂e em 2024 (+54,2% desde 2010), acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e), embora distante do percentil crítico observado em outros indicadores (percentil 63).
O dado mais alarmante é o de emissões totais de GEE: 6.246.558 tCO₂e em 2024, no percentil 99 nacional, evidenciando papel expressivo do município nas emissões do estado, mesmo após forte recuo em relação ao pico de 27,9 milhões de tCO₂e em 2022 — provavelmente associado a mudanças no uso da terra e desmatamento, típicas do padrão de emissões amazônico. As emissões de energia também são desproporcionalmente altas (291.961 tCO₂e, percentil 93), reforçando a pressão ambiental do município sobre a matriz estadual.
Em segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000) e muito próximo do patamar estadual (3,058), indicando vulnerabilidade futura moderada, sem registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016. Em síntese, Candeias do Jamari avançou recentemente em cobertura de água e reduziu o destino inadequado de resíduos, mas enfrenta desafios estruturais críticos: perdas hídricas elevadíssimas, esgotamento sanitário aquém do padrão nacional e um perfil de emissões de GEE entre os mais altos do Brasil, exigindo prioridade em investimentos de eficiência de redes e controle de desmatamento associado às emissões territoriais.
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
63.8%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
67.9%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
63.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
30.7%
2022
Emissões de GEE
SEEG
6.246.558 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
8.660 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
291.961 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
