CastanheirasRO

3.456 habitantes · IBGE 1100908

IA

Resumo socioambiental

Castanheiras/RO apresenta quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 22,3% em 2022, recuando 2,7% no período recente e posicionando o município no percentil 3 nacional — muito distante da mediana brasileira de 76,5% e também do patamar estadual de 56,9%. Esse cenário se agrava pela perda de água na distribuição, que chegou a 67,0% em 2022, colocando o município no percentil 95 (entre os piores do país), muito acima da mediana nacional de 29,9%. Ou seja, além de atender poucos domicílios, o sistema perde a maior parte da água que capta, evidenciando ineficiência estrutural grave na gestão hídrica local.

O esgotamento sanitário segue padrão semelhante de precariedade. A coleta de esgoto alcançava apenas 36,4% dos domicílios em 2022 (percentil 6), enquanto o destino inadequado de dejetos atingia 62,1% dos domicílios no mesmo ano — quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e posicionando Castanheiras no percentil 98, entre os piores municípios do Brasil nesse quesito. Houve melhora relativa desde 2010 (quando o destino inadequado era 74,4%), mas o nível absoluto permanece extremamente elevado, indicando risco sanitário e ambiental persistente, coerente com as emissões de resíduos, que cresceram 10,2% entre 2023 e 2024, atingindo 4.562 tCO₂e — ainda abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), mas em trajetória de alta.

Em contraste, o balanço de emissões totais de GEE mostra melhora expressiva: 356.995 tCO₂e em 2024, queda de 25,1% em relação ao ano anterior, após picos históricos em 2016 (1,33 milhão tCO₂e) e 2023 (1,29 milhão tCO₂e). Mesmo assim, o município permanece no percentil 74 nacional, acima da mediana de 138.513 tCO₂e, sinalizando que, apesar da redução recente, a pegada de carbono ainda é comparativamente alta, provavelmente associada a uso da terra e mudanças de cobertura vegetal. As emissões de energia caíram fortemente (-67,9%, para 3.166 tCO₂e), ficando no percentil 13, bem abaixo da mediana nacional.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, não há registros de cheias ou secas em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,058), no percentil 88. Esse dado projetivo contrasta com a realidade atual de baixíssima cobertura e altíssima perda de água, sugerindo que a segurança hídrica futura depende de investimentos urgentes em infraestrutura de captação, distribuição e tratamento, sem os quais o índice projetado dificilmente se sustentará.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

22.3%

2022

3
2.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

67.0%

2022

5
3.3% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

36.4%

2022

6
42.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

62.1%

2022

2
16.5% no período

Emissões de GEE

SEEG

356.995 tCO₂e

2024

26
25.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.562 tCO₂e

2024

58
10.2% no período

Emissões de energia

SEEG

3.166 tCO₂e

2024

87
67.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

4.000

2035

88
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.