ChupinguaiaRO

10.129 habitantes · IBGE 1100924

IA

Resumo socioambiental

Chupinguaia/RO apresenta situação satisfatória em abastecimento de água, mas déficits relevantes em manejo de resíduos sólidos, com destaque para um perfil de emissões de gases de efeito estufa muito acima do padrão nacional. A cobertura de água atingiu 96,5% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da mediana estadual (56,9%), posicionando o município no percentil 80. A perda de água, embora tenha caído fortemente frente aos picos de 2020 (38,2%) e 2021 (31,2%), ainda está em 16,7% em 2022 — favorável frente à mediana de RO (56,2%) e à nacional (29,9%), no percentil 17 (quanto menor, melhor).

O saneamento básico domiciliar é o ponto mais crítico: apenas 65,7% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (78,0%), no percentil 33. Como reflexo direto, o destino inadequado de resíduos atinge 33,3% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e superior à mediana de RO (19,9%), no percentil 78 — situação preocupante mesmo com a melhora de 18,9% desde 2010. Essa lacuna em coleta se conecta ao aumento das emissões de resíduos, que somaram 5.731 tCO₂e em 2024, alta de 38,3% desde 2010, embora no patamar mediano nacional (percentil 50).

O indicador mais alarmante é o total de emissões de GEE, que chegou a 1.722.960 tCO₂e em 2024, variação de +28,1% frente a 2010, com picos extremos em 2020 (3,89 milhões) e 2023 (4,96 milhões tCO₂e), evidenciando forte volatilidade associada provavelmente a mudanças de uso da terra e desmatamento. O município está no percentil 94 nacional, ainda que muito distante do total estadual (108,6 milhões tCO₂e). As emissões de energia (36.043 tCO₂e, percentil 63) e a baixa capacidade instalada (8 MW hidráulica e 2 MW térmica) indicam matriz energética modesta, não sendo a principal fonte do problema climático local.

Em recursos hídricos, o município registrou apenas um evento de cheia em 2016 e nenhuma seca, com índice de segurança hídrica projetado de 3,0 para 2035 — levemente abaixo da mediana nacional (4,0) e próximo à mediana estadual (3,058). Para os gestores, a prioridade deve ser ampliar a coleta de resíduos sólidos e qualificar sua destinação, dado o vínculo direto entre a alta taxa de destino inadequado e a pressão sobre as emissões municipais, enquanto se mantém o bom desempenho já consolidado na cobertura de água.

Infraestrutura de saneamento

Matriz energética

Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.

10 MW total

Cobertura de água

SNIS/SINISA

96.5%

2022

80
23.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

16.7%

2022

83
9705.9% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.7%

2022

33
11.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

33.3%

2022

22
18.9% no período

Emissões de GEE

SEEG

1.722.960 tCO₂e

2024

6
28.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.731 tCO₂e

2024

50
38.3% no período

Emissões de energia

SEEG

36.043 tCO₂e

2024

37
0.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.