CujubimRO

15.883 habitantes · IBGE 1100940

IA

Resumo socioambiental

Cujubim/RO apresenta quadro socioambiental crítico, especialmente no saneamento básico. A cobertura de água atingiu apenas 15,8% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (56,9%), posicionando o município no percentil 2 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Chama atenção que a série histórica mostra queda acentuada desde 2009 (28,7%), com recuperação recente ainda insuficiente. Paralelamente, a perda de água na distribuição chegou a 47,8% em 2022, superior à mediana nacional (29,9%) e próxima ao patamar estadual (56,2%), indicando ineficiência operacional que compromete ainda mais a já baixa cobertura.

O esgotamento sanitário reforça o cenário desfavorável: a coleta de resíduos domiciliares atende 62,8% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (78,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos atinge 36,6% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (19,9%), colocando Cujubim no percentil 82 — entre os piores do país. Essa deficiência na gestão de resíduos sólidos se reflete diretamente nas emissões do setor, que cresceram 77,1% desde 2010, atingindo 11.014 tCO₂e em 2024, quase o dobro da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

Em relação às emissões totais de GEE, o município registrou 3.548.706 tCO₂e em 2024, com queda de 36,1% frente ao pico da série, mas ainda 25 vezes acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando-se no percentil 97 — entre os maiores emissores do país, padrão típico de municípios amazônicos com forte histórico de mudança de uso da terra. As emissões de energia dispararam 150,8% no período, alcançando 78.882 tCO₂e em 2024, sinalizando pressão crescente desse setor sobre o balanço de carbono local.

Quanto à segurança hídrica, o índice de 3,000 (2035) fica abaixo da mediana nacional (4,000), embora próximo ao valor estadual (3,058), sem registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016. O quadro geral evidencia urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, dado que a baixa cobertura e as altas perdas hídricas, combinadas com destinação inadequada de resíduos, indicam fragilidade estrutural do saneamento que também pressiona o perfil de emissões do município.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

15.8%

2022

2
42.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

47.8%

2022

18
5.0% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

62.8%

2022

29
4.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

36.6%

2022

18
8.0% no período

Emissões de GEE

SEEG

3.548.706 tCO₂e

2024

3
36.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.014 tCO₂e

2024

30
77.1% no período

Emissões de energia

SEEG

78.882 tCO₂e

2024

22
150.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.