Governador Jorge TeixeiraRO

8.420 habitantes · IBGE 1101005

IA

Resumo socioambiental

Governador Jorge Teixeira/RO apresenta quadro de saneamento básico crítico e emissões de gases de efeito estufa muito elevadas em relação ao padrão nacional. A cobertura de água atingiu apenas 22,5% em 2022, bem abaixo da mediana nacional de 76,5% e do valor estadual de 56,9%, posicionando o município no percentil 3 do país — ou seja, entre os piores do Brasil neste quesito. Apesar do salto expressivo desde 2020 (+620,5%, partindo de 3,1%), a perda de água no sistema chegou a 40,0% em 2022, superior à mediana nacional (29,9%), embora inferior à média estadual (56,2%). Essa combinação de baixa cobertura com alta perda indica que a infraestrutura hídrica ainda é incipiente e ineficiente, exigindo investimentos tanto em expansão quanto em redução de perdas.

O saneamento de esgoto e resíduos sólidos é o ponto mais preocupante do dossiê. Em 2022, apenas 33,6% dos domicílios tinham coleta adequada, contra mediana nacional de 76,9% e estadual de 78,0% (percentil 5), enquanto o destino inadequado de dejetos atingiu 66,1% dos domicílios — quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e a estadual (19,9%), colocando o município no percentil 99, entre os piores do país. Ainda assim, houve melhora de -8,9% desde 2010 (72,6% para 66,1%), sugerindo avanço lento, mas insuficiente. Curiosamente, as emissões de resíduos vêm caindo (-26,5% desde 2010, para 6.166 tCO₂e em 2024), o que pode indicar redução da geração ou mudança na gestão, mas não compensa o déficit estrutural de coleta e destinação.

O dado mais alarmante é a trajetória das emissões totais de GEE, que saltaram de 101.525 tCO₂e em 2010 para um pico de 6.034.329 tCO₂e em 2022, recuando para 1.359.330 tCO₂e em 2024 — ainda assim um crescimento de +1.238,9% no período e quase dez vezes a mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 92. Esse padrão, típico de municípios amazônicos, está associado a desmatamento e mudança de uso da terra, e contrasta com as emissões de energia (8.197 tCO₂e, percentil 31, abaixo da mediana nacional), que têm peso comparativamente pequeno na matriz local.

Quanto à segurança hídrica, o índice de 3,000 (projeção 2035) fica abaixo da mediana nacional (4,000), mas em linha com o valor estadual (3,058), no percentil 50. Não há registros de cheias ou secas na série disponível (2016), o que limita a análise de risco climático extremo, mas não deve ser interpretado como ausência de vulnerabilidade, dado o quadro combinado de saneamento precário e forte pressão sobre a cobertura vegetal refletida nas emissões totais.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

22.5%

2022

3
620.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

40.0%

2022

29

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

33.6%

2022

5
22.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

66.1%

2022

1
8.9% no período

Emissões de GEE

SEEG

1.359.330 tCO₂e

2024

8
1238.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.166 tCO₂e

2024

48
26.5% no período

Emissões de energia

SEEG

8.197 tCO₂e

2024

69
37.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.