Itapuã do OesteRO

9.209 habitantes · IBGE 1101104

IA

Resumo socioambiental

Itapuã do Oeste/RO apresenta quadro socioambiental preocupante, com destaque para o abastecimento de água e o saneamento básico ainda distantes dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 68,2% em 2018, abaixo da mediana nacional de 76,5% (2022), embora superior à média estadual de 56,9%. Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou de 11,7% em 2017 para 84,9% em 2018 — variação de +409,5% no período e nível muito superior à mediana nacional (29,9%) e à própria UF (56,2%), sinalizando possível falha operacional ou de medição que exige verificação urgente por parte da concessionária local.

No saneamento, a coleta de resíduos domiciliares evoluiu de 56,2% (2010) para 68,7% (2022), mas permanece abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (78,0%), posicionando o município no percentil 37. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos domiciliares, apesar de ter recuado de 43,8% para 30,1% no mesmo período, ainda é duas vezes maior que a mediana nacional (14,9%) e supera a UF (19,9%), colocando o município no percentil 74 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa lacuna de gestão de resíduos se reflete nas emissões do setor, que cresceram 33,0% entre 2010 e 2024, atingindo 7.362 tCO₂e, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).

Em contrapartida, o balanço de emissões totais de GEE do município tornou-se negativo em 2024 (-96.904 tCO₂e), resultado de queda expressiva frente aos mais de 1,6 milhão de tCO₂e registrados entre 2018 e 2022 — provavelmente associada a mudanças no uso da terra e florestas, componente historicamente dominante nesse tipo de série no SEEG. Ainda assim, as emissões de energia (28.513 tCO₂e) permanecem acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando que a melhora no balanço geral não decorre de eficiência energética, mas de fatores externos ao consumo local.

Quanto à segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,000, inferior à mediana nacional (4,000) e muito próximo da média estadual (3,058), no percentil 50 da UF. Não há registros de eventos de cheia ou seca em 2016, mas a combinação de baixa cobertura de água, perdas elevadas na distribuição e saneamento aquém do esperado sugere que o município deve priorizar investimentos em infraestrutura hídrica e gestão de resíduos para reduzir vulnerabilidades e aproximar seus indicadores da média nacional.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.2%

2018

15.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

84.9%

2018

409.5% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.7%

2022

37
22.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

30.1%

2022

26
31.3% no período

Emissões de GEE

SEEG

-96.904 tCO₂e

2024

98
141.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.362 tCO₂e

2024

42
33.0% no período

Emissões de energia

SEEG

28.513 tCO₂e

2024

42
16.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.