Ministro AndreazzaRO
6.657 habitantes · IBGE 1101203
Resumo socioambiental
Ministro Andreazza/RO apresenta déficit estrutural grave em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais. A cobertura de água atinge apenas 29,6% dos domicílios em 2022, bem distante da mediana nacional de 76,5% e do próprio patamar estadual (56,9%), posicionando o município no percentil 6 — entre os piores do país. A coleta de esgoto também é insuficiente, alcançando 48,5% dos domicílios (percentil 14), enquanto o destino inadequado de dejetos afeta 51,2% dos domicílios, mais de três vezes a mediana nacional (14,9%) e a média estadual (19,9%), colocando o município no percentil 93 — entre os piores do Brasil nesse quesito. Um ponto positivo é a evolução na perda de água na distribuição, que caiu de 67,6% em 2008 para 31,8% em 2022, redução de 52,9%, embora ainda acima da mediana nacional (29,9%).
O quadro de emissões de GEE é preocupante. O total municipal em 2024 foi de 565.929 tCO₂e, valor 44,9% superior a 2010 e muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 82. As emissões de energia dispararam 121,6% desde 2010, atingindo 14.637 tCO₂e em 2024, embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Já as emissões de resíduos seguem trajetória de queda, recuando 12,0% desde 2010 para 3.760 tCO₂e em 2024, ficando abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e) — resultado coerente com a baixa cobertura de coleta de esgoto, que limita o tratamento mas também reduz a geração de resíduos processados formalmente.
Em relação a eventos hidrológicos, não há registros de cheias ou secas em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, equivalente à mediana nacional e superior à média estadual (3,058), sugerindo perspectiva relativamente favorável quanto à disponibilidade hídrica futura, desde que acompanhada de investimentos em infraestrutura de distribuição e tratamento.
Em síntese, o município enfrenta um paradoxo: possui recursos hídricos projetados como seguros, mas sofre com infraestrutura de saneamento crítica, especialmente no destino de dejetos, o que representa risco sanitário e ambiental direto à população. A melhoria na perda de água indica capacidade de gestão técnica, mas o investimento em expansão de cobertura de água e esgoto é urgente e deve ser prioridade dos gestores locais, dado o descolamento acentuado em relação aos parâmetros estaduais e nacionais.
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
29.6%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
31.8%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
48.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
51.2%
2022
Emissões de GEE
SEEG
565.929 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.760 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
14.637 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
4.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
