Mirante da SerraRO
9.740 habitantes · IBGE 1101302
Resumo socioambiental
Mirante da Serra/RO apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 37,5% em 2022, resultado bem inferior à mediana nacional de 76,5% e à média do estado de Rondônia (56,9%), posicionando o município no percentil 10 — entre os piores do país. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que chegou a 75,8% em 2022, quase o triplo da mediana nacional (29,9%) e muito acima da média estadual (56,2%), colocando o município no percentil 98 nesse indicador negativo. Essa combinação revela ineficiência estrutural grave no sistema de abastecimento: mesmo com baixa cobertura, mais de três quartos da água captada não chega ao consumidor final, o que sugere rede antiga, vazamentos e ausência de investimentos em manutenção.
O cenário de esgotamento sanitário segue padrão semelhante. Apenas 56,6% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), ante mediana nacional de 76,9%, enquanto 42,6% dos domicílios ainda recorrem a destino inadequado de dejetos — quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e acima da média estadual (19,9%), no percentil 87. Houve melhora relativa desde 2010 (quando o destino inadequado atingia 51,4%), mas o ritmo de avanço é insuficiente diante do déficit estrutural. Essa deficiência sanitária tem relação direta com as emissões de resíduos, que, embora tenham caído 6,5% entre 2010 e 2024 (para 4.713 tCO₂e), permanecem em patamar relevante para um município de pequeno porte, ainda que abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e).
Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou 512.438 tCO₂e em 2024, valor muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 80 — apesar de representar forte queda frente ao pico de 1.613.491 tCO₂e em 2020, provavelmente associado a mudanças no uso da terra e agropecuária, componentes tipicamente dominantes nesse perfil de emissão em municípios do interior de Rondônia. As emissões de energia (15.952 tCO₂e) e de resíduos permanecem comparativamente menores e próximas ou abaixo da mediana nacional, reforçando que o principal vetor de impacto climático do município está fora do escopo urbano-sanitário.
Quanto à segurança hídrica, o índice de 3,000 (projeção 2035) fica abaixo da mediana nacional (4,000), embora próximo à média estadual (3,058), no percentil 50. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a limitação temporal desses dados exige cautela na interpretação. Em síntese, o município enfrenta desafios estruturais expressivos em saneamento básico — com baixa cobertura, altíssima perda de água e destinação inadequada de esgoto —, que demandam investimento prioritário em infraestrutura, dado o potencial de impacto tanto na saúde pública quanto na trajetória de emissões associadas a resíduos e uso do solo.
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
37.5%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
75.8%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
56.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
42.6%
2022
Emissões de GEE
SEEG
512.438 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.713 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
15.952 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
