Monte NegroRO
12.241 habitantes · IBGE 1101401
Resumo socioambiental
Monte Negro/RO apresenta quadro crítico em saneamento básico, com sinais de melhora pontual e agravamento em outras frentes ambientais. A cobertura de água atingiu 52,3% em 2022, um salto expressivo frente aos anos anteriores (variação de +14,0 pontos percentuais), mas ainda está muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da própria UF (56,9%), posicionando o município no percentil 22 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros. Esse avanço, contudo, é comprometido pela perda de água na distribuição, que chegou a 60,2% em 2022: embora tenha recuado 15,6% em relação ao pico histórico, o índice permanece muito acima da mediana nacional (29,9%) e da UF (56,2%), colocando o município no percentil 93 de pior desempenho do país. Isso sugere que parte relevante do esforço de ampliação da cobertura hídrica se perde por ineficiência operacional da rede.
O quadro de esgotamento sanitário é igualmente preocupante. Apenas 47,0% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), praticamente estagnado desde 2010 (+0,7 ponto), muito aquém da mediana nacional (76,9%) e da UF (78,0%), no percentil 12. Como reflexo direto, 52,2% dos domicílios têm destino inadequado de dejetos, quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e acima da UF (19,9%), no percentil 94 — entre os piores do Brasil. Essa combinação de baixa cobertura de esgoto e alto índice de destinação inadequada é coerente com o comportamento das emissões de resíduos, que somaram 5.855 tCO₂e em 2024, próximas da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 50), mas em trajetória de alta recente (+8,3% no último ano), indicando pressão crescente do manejo inadequado de resíduos sobre o balanço de emissões locais.
Em termos de emissões totais de gases de efeito estufa, o município registrou 1.737.809 tCO₂e em 2024, com queda de 5,7% frente ao ano anterior, mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 94 da UF — reflexo de uma matriz de emissões historicamente elevada, provavelmente associada a uso da terra. As emissões de energia, por sua vez, cresceram 50,9% no último ano, atingindo 26.267 tCO₂e, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), o que merece atenção quanto à eficiência energética municipal. Não há registros de investimento estruturante suficiente para reverter o quadro sanitário, e o índice de segurança hídrica (3,000 em 2035, projeção) situa-se abaixo da mediana nacional (4,000), embora próximo da média estadual (3,058), reforçando a necessidade de priorizar investimentos em infraestrutura de água e esgoto para reduzir simultaneamente perdas físicas, riscos à saúde pública e emissões associadas ao manejo inadequado de resíduos.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
17 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
52.3%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
60.2%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
47.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
52.2%
2022
Emissões de GEE
SEEG
1.737.809 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.855 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
26.267 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
