ParecisRO

4.390 habitantes · IBGE 1101450

IA

Resumo socioambiental

Parecis/RO apresenta quadro de saneamento básico crítico, muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 35,4% em 2022, com forte recuperação frente aos 12,4% de 2021, mas ainda distante da mediana nacional (76,5%) e da UF (56,9%), posicionando o município no percentil 9 do país. A coleta de esgoto está em 34,3% (2021) e o tratamento em 18,5% (2022), ambos inferiores às medianas nacionais (87,8% e 37,7%, respectivamente), embora o tratamento supere a mediana estadual de Rondônia (9,7%). O dado mais preocupante é o destino inadequado de resíduos domiciliares, em 60,7% (2022), quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e colocando Parecis no percentil 97 — entre os piores do Brasil nesse quesito —, coerente com a baixíssima cobertura de coleta domiciliar (38,5%).

Do ponto de vista da infraestrutura hídrica, a perda de água na distribuição foi de 39,5% em 2022, com queda expressiva desde 2008 (71,8%) mas ainda acima da mediana nacional (29,9%), embora melhor que a UF (56,2%). Essa ineficiência operacional, somada à baixa cobertura de água e esgoto, evidencia deficiência estrutural nos sistemas de saneamento que compromete tanto a saúde pública quanto a gestão de recursos hídricos, apesar de o índice de segurança hídrica (3,000, projeção 2035) estar próximo da média estadual (3,058), ainda que abaixo da mediana nacional (4,000).

Em emissões de gases de efeito estufa, o município registrou 1.925.386 tCO₂e em 2024, valor muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Parecis no percentil 95 — entre os maiores emissores per capita do país, dado o porte populacional reduzido (~4.390 habitantes). A série histórica é marcada por forte oscilação, com pico de 3.887.100 tCO₂e em 2023, sugerindo forte influência de mudança de uso da terra e agropecuária, típica de municípios rurais amazônicos. Em contraste, as emissões de resíduos (2.151 tCO₂e) e energia (8.323 tCO₂e) são bem inferiores às medianas nacionais, indicando que o grande volume de emissões não decorre da gestão urbana de resíduos ou consumo energético, mas de outros setores não detalhados neste dossiê.

Em síntese, Parecis enfrenta desafios estruturais graves em saneamento e destinação de resíduos, com indicadores entre os piores do Brasil, ao mesmo tempo em que suas emissões totais de GEE são desproporcionalmente altas para o porte populacional. A melhora recente na cobertura de água e na redução de perdas hídricas são pontos positivos, mas insuficientes para reverter o quadro geral de vulnerabilidade socioambiental, que exige investimento prioritário em coleta de esgoto, destinação de resíduos e infraestrutura de saneamento básico.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

35.4%

2022

9
2.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

34.3%

2021

19
0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

18.5%

2022

39
0.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

39.5%

2022

30
45.0% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

38.5%

2022

7
0.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

60.7%

2022

3
1.4% no período

Emissões de GEE

SEEG

1.925.386 tCO₂e

2024

5
73.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.151 tCO₂e

2024

95
27.1% no período

Emissões de energia

SEEG

8.323 tCO₂e

2024

68
177.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.