Pimenteiras do OesteRO
2.311 habitantes · IBGE 1101468
Resumo socioambiental
Pimenteiras do Oeste apresenta quadro de saneamento básico frágil e emissões de gases de efeito estufa em trajetória fortemente ascendente. A cobertura de água atingiu 56,5% em 2022, praticamente estável em relação a 2021 (+2,2 pontos percentuais no período recente), mas bem abaixo da mediana nacional de 76,5% e próxima da média estadual de 56,9%, posicionando o município no percentil 26 do país. Mais preocupante é a perda de água, que chegou a 64,8% em 2022 — mais do que o dobro da mediana brasileira (29,9%) e acima do próprio Rondônia (56,2%), colocando o município no percentil 95 nacional, ou seja, entre os piores do país nesse indicador, apesar da melhora de -30,9% frente a anos anteriores.
No manejo de resíduos sólidos, a coleta domiciliar alcançou 61,1% em 2022, com avanço de 21,1 pontos desde 2010, mas ainda distante da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (78,0%), no percentil 27. Como reflexo direto dessa lacuna, o destino inadequado de resíduos afeta 37,4% dos domicílios, taxa 2,5 vezes maior que a mediana do país (14,9%) e quase o dobro da média de Rondônia (19,9%), situando o município no percentil 83 — entre os mais críticos nacionalmente. Essa combinação de baixa cobertura de coleta e alto índice de destinação inadequada, no entanto, não se traduz em pressão significativa nas emissões de resíduos, que somaram 974 tCO₂e em 2024, valor muito inferior à mediana nacional (5.787 tCO₂e), sugerindo que o problema é mais de saúde pública e qualidade ambiental local do que de contribuição climática.
O grande destaque negativo do dossiê são as emissões totais de GEE, que saltaram para 1.529.609 tCO₂e em 2024, alta de 124,9% desde 2010, com pico de quase 3 milhões de toneladas em 2023. Esse volume é mais de dez vezes a mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 93 do país — refletindo provavelmente mudança de uso da terra e atividades agropecuárias, já que as emissões de energia (3.750 tCO₂e) e resíduos são comparativamente marginais. A oferta de energia hidráulica é limitada (4 MW, estável desde 2017, abaixo da mediana nacional de 6 MW), e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, inferior à mediana nacional (4,0) e muito próximo da média estadual (3,058), indicando vulnerabilidade futura que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica e de saneamento.
Em síntese, o município combina déficits estruturais de saneamento — especialmente perda de água e destinação inadequada de resíduos — com uma escalada expressiva de emissões de GEE associada ao uso da terra, exigindo prioridade em programas de redução de perdas hídricas, ampliação da coleta de resíduos e controle do desmatamento associado às emissões territoriais.
Infraestrutura de saneamento
Matriz energética
Composição por fonte (SIGA) · 2024. Hidráulica é renovável, mas não significa baixo impacto ambiental.
4 MW total
Cobertura de água
SNIS/SINISA
56.5%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
64.8%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
61.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
37.4%
2022
Emissões de GEE
SEEG
1.529.609 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
974 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
3.750 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
3.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
