Primavera de RondôniaRO

3.279 habitantes · IBGE 1101476

IA

Resumo socioambiental

Primavera de Rondônia/RO apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos em saneamento de água, mas defasagens importantes em coleta de resíduos e emissões totais de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 57,9% em 2016, com crescimento de 61,8% desde 2008, superando a mediana da própria UF (56,9%), embora ainda distante da mediana nacional de 2022 (76,5%). Mais notável é a queda das perdas de água, de patamares acima de 30% entre 2008 e 2010 para apenas 0,4% em 2016 — bem abaixo das medianas nacional (29,9%) e estadual (56,2%), indicando gestão eficiente da rede, ainda que os dados estejam desatualizados frente ao restante do dossiê.

Por outro lado, a gestão de resíduos sólidos domiciliares é o ponto mais crítico do município. Em 2022, apenas 65,5% dos domicílios tinham coleta de lixo, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (78,0%), posicionando o município no percentil 33. Consequentemente, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 34,1% dos domicílios — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (19,9%), colocando Primavera de Rondônia no percentil 79, entre os piores do país nesse quesito. Ainda assim, houve melhora consistente desde 2010 (55,9%), refletindo avanços parciais, porém insuficientes.

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 329.420 tCO₂e em 2024, com alta de 75,5% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 72. O pico de 924.659 tCO₂e em 2023 sugere evento atípico, possivelmente ligado a mudança de uso da terra, com recuo relevante no ano seguinte. Em contraste, as emissões de resíduos (1.379 tCO₂e, -11,2% desde 2010) e de energia (1.412 tCO₂e) são muito inferiores às medianas nacionais (5.787 e 18.929 tCO₂e, respectivamente), posicionando o município nos percentis mais baixos (9 e 4) — evidenciando que o grosso das emissões municipais não decorre de resíduos ou energia, mas provavelmente de uso da terra e agropecuária.

Quanto à segurança hídrica, o índice projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) e próximo à mediana da UF (3,058), no percentil 50. Não há registros de cheias ou secas em 2016, mas a ausência de dados recentes limita a análise de risco hídrico atual. Em conjunto, o município demonstra eficiência na operação da rede de água, mas exige atenção prioritária à ampliação da coleta de resíduos e ao controle das emissões totais de GEE, para reverter a trajetória de deterioração observada na última década.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

57.9%

2016

61.8% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

0.4%

2016

98.6% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.5%

2022

33
48.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

34.1%

2022

21
39.0% no período

Emissões de GEE

SEEG

329.420 tCO₂e

2024

28
75.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.379 tCO₂e

2024

91
11.2% no período

Emissões de energia

SEEG

1.412 tCO₂e

2024

96
24.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.