São Felipe D'OesteRO

5.605 habitantes · IBGE 1101484

IA

Resumo socioambiental

São Felipe D'Oeste/RO apresenta quadro de saneamento básico crítico frente ao restante do país. A cobertura de água atende apenas 23,2% dos domicílios em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (56,9%), posicionando o município no percentil 4 — entre os piores do Brasil. A situação é agravada pela perda de água de 31,1%, superior à mediana nacional (29,9%), embora ainda inferior à média de Rondônia (56,2%). Chama atenção a alta volatilidade histórica desses indicadores, com oscilações abruptas entre 2008 e 2022 (cobertura variando de 16,2% a 40,3%), sugerindo instabilidade na gestão ou na qualidade dos dados reportados ao SNIS/SINISA.

O esgotamento sanitário é o ponto mais preocupante do dossiê. Apenas 42,1% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), contra mediana nacional de 76,9% e estadual de 78,0% (percentil 9). Como consequência direta, o destino inadequado de dejetos atinge 57,5% dos domicílios, valor quase quatro vezes superior à mediana brasileira (14,9%) e muito acima da média de Rondônia (19,9%), colocando o município no percentil 96 — entre os piores casos do país. Apesar da melhora de 13,9% desde 2010, o patamar ainda é alarmante e representa risco sanitário e ambiental relevante, com potencial de contaminação de mananciais que já sofrem baixa cobertura de água tratada.

No âmbito climático, as emissões totais de GEE somaram 374.222 tCO₂e em 2024, bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 75. A série revela grande variabilidade, com pico atípico de 1.069.718 tCO₂e em 2023, provavelmente associado a mudanças de uso da terra, seguido de recuo em 2024. As emissões de energia cresceram 50,1% desde 2010, atingindo 10.265 tCO₂e (2024), ainda abaixo da mediana nacional. Já as emissões por resíduos caíram 28,7% no período, para 2.087 tCO₂e, ficando abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e) — resultado coerente com a baixa cobertura de coleta de esgoto e resíduos, que reduz emissões formais mas mascara o problema real de destinação inadequada.

Em recursos hídricos, o município não registrou eventos de cheia ou seca em 2016, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média estadual (3,058), no percentil 88. Esse indicador de longo prazo é favorável, mas contrasta com a fragilidade atual da infraestrutura de água e esgoto, indicando que o desafio do município é menos de disponibilidade hídrica e mais de gestão, investimento e universalização dos serviços de saneamento.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

23.2%

2022

4
1.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

31.1%

2022

47
74.0% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

42.1%

2022

9
27.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

57.5%

2022

4
13.9% no período

Emissões de GEE

SEEG

374.222 tCO₂e

2024

25
47.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.087 tCO₂e

2024

83
28.7% no período

Emissões de energia

SEEG

10.265 tCO₂e

2024

64
50.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

4.000

2035

88
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.