São Francisco do GuaporéRO
17.511 habitantes · IBGE 1101492
Resumo socioambiental
São Francisco do Guaporé/RO apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 9,6% em 2022, ante mediana nacional de 76,5% e mediana estadual de 56,9%, posicionando o município no percentil 1 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito, apesar do crescimento de 61,8% desde 2019. Contraditoriamente, a perda de água na distribuição chegou a 30,8% em 2022, patamar próximo à mediana nacional (29,9%) mas com trajetória de forte deterioração (+1.924,3% desde 2019), o que sugere rede pouco expandida e ainda assim ineficiente.
O esgotamento sanitário reforça o cenário preocupante: apenas 53,3% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (78,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos atinge 39,0% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e da UF (19,9%), colocando o município no percentil 84 (pior faixa). Houve melhora histórica desde 2010 (-26,3%), mas o patamar ainda é alarmante e ajuda a explicar por que as emissões de resíduos cresceram 41,5% desde 2010, chegando a 6.624 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e).
Em emissões totais de GEE, o município registrou queda expressiva para 270.461 tCO₂e em 2024, recuo de 91,4% frente à série histórica marcada por picos superiores a 4,5 milhões de tCO₂e (2019 e 2023), provavelmente associados a desmatamento e uso da terra. Ainda assim, o valor permanece acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 68. As emissões de energia seguem trajetória de alta (+269,7% desde 2010), somando 53.936 tCO₂e em 2024, quase três vezes a mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando pressão crescente do setor energético local.
Por fim, o índice de segurança hídrica de 2,000 (2035) é significativamente inferior à mediana nacional (4,000) e à média estadual (3,058), no percentil 14, sinalizando vulnerabilidade estrutural mesmo sem registros de cheias ou secas expressivos até 2016. O conjunto dos dados aponta para a urgência de investimentos em infraestrutura de água e esgoto, que tendem a reduzir simultaneamente as emissões de resíduos e fortalecer a segurança hídrica do município.
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
9.6%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
30.8%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
53.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
39.0%
2022
Emissões de GEE
SEEG
270.461 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.624 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
53.936 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
2.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
