SeringueirasRO

12.954 habitantes · IBGE 1101500

IA

Resumo socioambiental

Seringueiras/RO apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 22,0% em 2022, resultado de queda de -31,5% desde 2008 e posicionando o município no percentil 3 nacional — muito distante da mediana brasileira de 76,5% e também do próprio patamar estadual (56,9%). A situação de esgotamento sanitário é ainda mais grave: a coleta chega a 22,3% (2021, percentil 13) e o tratamento é 0,0% (2022), ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem qualquer tratamento, enquanto a mediana nacional de tratamento é 37,7%. Some-se a isso a perda de água de 42,9% (2022), acima da mediana nacional (29,9%) e do índice estadual (56,2%, percentil 76), evidenciando ineficiência operacional que compromete a própria oferta já restrita do serviço.

O manejo de resíduos sólidos reforça o quadro preocupante: 51,0% dos domicílios têm destinação inadequada de resíduos (2022, percentil 93 — entre os piores do país), embora tenha havido melhora de -15,7% em relação a 2010. A cobertura de coleta domiciliar é de apenas 48,6% (percentil 14), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (78,0%). Chama atenção que, apesar da alta proporção de destinação inadequada, as emissões de resíduos por GEE (5.242 tCO₂e em 2024) ficam próximas da mediana nacional (5.787 tCO₂e, percentil 47), sugerindo que o problema é mais de infraestrutura sanitária per se do que de escala de geração de resíduos.

Em relação a emissões totais de GEE, o município registrou 912.381 tCO₂e em 2024, com forte recuo de -16,0% frente ao ano anterior e queda acentuada desde o pico de 8,04 milhões de tCO₂e em 2019 — variação historicamente associada a mudanças no uso da terra, típica de municípios amazônicos. Ainda assim, o percentil 89 nacional indica que Seringueiras permanece entre os maiores emissores do país, embora seu volume seja irrisório frente ao total estadual (108,6 milhões de tCO₂e). As emissões de energia cresceram +77,0% desde 2010, atingindo 21.109 tCO₂e (2024, percentil 52), acompanhando tendência nacional sem destaque específico.

Do ponto de vista hídrico, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, equivalente à mediana nacional e superior à média estadual (3,058, percentil 88), indicador relativamente favorável que contrasta com a precariedade atual do saneamento. Não há registros de cheias ou secas em 2016. O conjunto dos dados aponta para uma agenda prioritária de investimento em infraestrutura de água, esgoto e resíduos sólidos, dado que os déficits de acesso e tratamento colocam o município entre os mais vulneráveis do Brasil nesses quesitos, mesmo diante de uma trajetória positiva na redução das emissões totais.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

22.0%

2022

3
31.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

22.3%

2021

13
0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2022

25

Perda de água

SNIS/SINISA

42.9%

2022

24
10.2% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

48.6%

2022

14
23.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

51.0%

2022

7
15.7% no período

Emissões de GEE

SEEG

912.381 tCO₂e

2024

11
16.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.242 tCO₂e

2024

53
1.5% no período

Emissões de energia

SEEG

21.109 tCO₂e

2024

48
77.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

4.000

2035

88
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.