TeixeirópolisRO
4.536 habitantes · IBGE 1101559
Resumo socioambiental
Teixeirópolis/RO apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 12,9% em 2022, resultado inferior à mediana nacional (76,5%) e ao patamar estadual (56,9%), posicionando o município no percentil 1 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A situação é agravada pelas perdas de água na distribuição, que somaram 64,6% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e acima até da média de Rondônia (56,2%), colocando o município no percentil 95 (quanto mais próximo de 100, pior a posição). Houve alguma melhora recente nas perdas frente ao pico histórico (81,2% em 2013), mas o patamar ainda é alarmante e sugere rede de distribuição extremamente ineficiente.
O esgotamento sanitário e o manejo de resíduos também revelam fragilidades estruturais. A coleta de domicílios alcançou 37,5% em 2022, ante mediana nacional de 76,9% e média estadual de 78,0% (percentil 7), enquanto o destino inadequado de dejetos ainda atinge 49,2% dos domicílios — mais que o triplo da mediana nacional (14,9%) e da UF (19,9%), situando o município no percentil 92. Apesar da melhora de 24,9% em relação a 2010, o problema permanece grave. Chama atenção que, mesmo com esse déficit expressivo de coleta e tratamento de esgoto, as emissões de resíduos (2.807 tCO₂e em 2024) ficaram abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), no percentil 26, indicando que o volume absoluto de resíduos gerados é pequeno em razão do porte populacional reduzido do município (~4.536 habitantes), e não necessariamente sinal de boa gestão.
Em relação ao clima, as emissões totais de GEE somaram 308.032 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 71, com trajetória de forte oscilação — pico de 739.210 tCO₂e em 2023 seguido de queda expressiva em 2024. As emissões de energia (6.143 tCO₂e) cresceram 25,9% no período, mas permanecem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). A segurança hídrica projetada para 2035 é preocupante, com índice de 2,000, bem inferior à mediana nacional (4,000) e à média estadual (3,058), no percentil 14, reforçando que a fragilidade atual em captação e distribuição de água tende a se agravar sem investimentos estruturais.
Em síntese, Teixeirópolis enfrenta déficit crônico e multidimensional em saneamento — água, esgoto e perdas na distribuição —, com indicadores entre os piores do país, enquanto as emissões de GEE seguem trajetória ascendente de médio prazo. A combinação de baixa cobertura de serviços básicos com projeção de baixa segurança hídrica para 2035 aponta a urgência de investimentos em infraestrutura de saneamento como prioridade de política pública municipal.
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
12.9%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
64.6%
2022
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
37.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
49.2%
2022
Emissões de GEE
SEEG
308.032 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.807 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
6.143 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Segurança hídrica
ANA
2.000
2035
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
