TheobromaRO

8.540 habitantes · IBGE 1101609

IA

Resumo socioambiental

Theobroma/RO apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 17,2% em 2022, um salto de +45,6% frente à série histórica, mas ainda distante da mediana nacional de 76,5% e do próprio patamar de Rondônia (56,9%), posicionando o município no percentil 2 do país. A perda de água, embora tenha recuado de patamares acima de 80% para 67,3% em 2022, permanece extremamente elevada frente à mediana nacional de 29,9%, colocando o município no percentil 96 — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito, o que indica ineficiência estrutural na rede de distribuição mesmo diante da baixa cobertura.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê: apenas 34,6% dos domicílios têm coleta (2022), contra mediana nacional de 76,9%, e 63,9% dos domicílios ainda têm destino inadequado de esgoto, quatro vezes a mediana do país (14,9%), no percentil 98. Essa lacuna sanitária tende a se refletir em riscos à saúde pública e à qualidade dos corpos hídricos, embora não haja registros de cheias ou secas na série disponível (2016). A segurança hídrica projetada para 2035 (índice 3,0) fica abaixo da mediana nacional (4,0), sinalizando vulnerabilidade futura que pode ser agravada pela infraestrutura sanitária deficiente.

Em emissões, o município registrou 892.345 tCO₂e em 2024, com queda pontual de 0,4% frente a 2023, mas historicamente com forte volatilidade e picos acima de 2 milhões de tCO₂e — nível que o coloca no percentil 89 nacional, refletindo o peso do uso da terra e agropecuária típico da Amazônia Legal. As emissões de resíduos, por outro lado, caíram 20,2% no período, para 4.385 tCO₂e (2024), abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), o que é coerente com a baixa cobertura de coleta domiciliar — menos resíduos formalmente coletados tendem a gerar menos emissões contabilizadas nesse setor, ainda que às custas de destinação inadequada. Já as emissões de energia cresceram 65,5% no último ano, para 12.344 tCO₂e, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em síntese, Theobroma enfrenta um déficit estrutural de saneamento que exige investimento prioritário em coleta e tratamento de esgoto e em redução de perdas na rede de água, temas que dialogam diretamente com a necessidade de reforçar a segurança hídrica futura e mitigar riscos ambientais associados ao uso do solo, principal vetor das emissões de GEE do município.

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

17.2%

2022

2
45.6% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

67.3%

2022

4
21.8% no período

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

34.6%

2022

5
42.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

63.9%

2022

2
15.6% no período

Emissões de GEE

SEEG

892.345 tCO₂e

2024

11
0.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.385 tCO₂e

2024

59
20.2% no período

Emissões de energia

SEEG

12.344 tCO₂e

2024

60
65.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Segurança hídrica

ANA

3.000

2035

50
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.